Por que a liquidação se espalhou
O gatilho não foi específico das criptomoedas. Uma queda global no setor de semicondutores — liderada por fortes perdas em ações de chips asiáticas e americanas — está se espalhando para tudo, desde ações até ativos digitais. Os investidores estão se desfazendo de participações mais arriscadas, à medida que preocupações com demanda e interrupções na cadeia de suprimentos atingem o setor. O Bitcoin, que tem sido negociado cada vez mais em sincronia com as ações de tecnologia no último ano, não escapou da queda.
Reversão de US$ 2.000 do Bitcoin
O movimento de preço contrasta fortemente com o otimismo que se seguiu aos dados de inflação de quarta-feira. Esse relatório mostrou um arrefecimento das pressões de preços, alimentando apostas de que o Federal Reserve poderia afrouxar a política monetária mais cedo. O Bitcoin saltou para US$ 65.000, seu nível mais alto desde o início de junho. Mas a alta durou pouco. Na manhã de sexta-feira, os ganhos haviam sido totalmente revertidos, e a moeda estava sendo negociada perto de US$ 63.000 — um nível que alguns traders consideravam como suporte durante a faixa do mês anterior.
A questão imediata é se a liquidação de fabricantes de chips tem mais espaço para continuar. Os principais índices de semicondutores caíram por três dias consecutivos, e as perdas se aceleraram. Se a liquidação continuar, o Bitcoin pode testar níveis de suporte inferiores. Por outro lado, os dados de inflação ainda apontam para um cenário macroeconôm




