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Desafiante chinês de DRAM avaliado em US$ 85 bilhões começa a negociar, pressionando a Micron

Desafiante chinês de DRAM avaliado em US$ 85 bilhões começa a negociar, pressionando a Micron

Uma empresa chinesa pronta para agitar o mercado global de DRAM faz sua estreia na bolsa de valores nesta segunda-feira. A empresa, avaliada em US$ 85 bilhões, está entrando em um setor há muito dominado por Micron, Samsung e SK Hynix. Os investidores da Micron já estão sentindo o impacto dessa nova concorrência.

O novato de US$ 85 bilhões

A empresa é a aposta mais ambiciosa da China até agora em chips de memória nacionais. Ela planeja produzir DRAM — o tipo de memória usado em PCs, servidores e smartphones — em escala. O valor de US$ 85 bilhões reflete o enorme investimento por trás do empreendimento, incluindo apoio estatal e capital privado. Sua listagem dá aos investidores de varejo a chance de comprar ações, mas também sinaliza um desafio direto aos players estabelecidos.

Por que os investidores da Micron estão preocupados

A Micron tem sido há muito tempo um dos três fabricantes dominantes de DRAM, ao lado de Samsung e SK Hynix. A chegada de um concorrente chinês bem financiado ameaça corroer a participação de mercado e pressionar os preços. As ações da Micron já caíram nas últimas semanas com a aproximação da estreia. Os investidores se preparam para um possível excesso de oferta e margens mais apertadas. As ações da empresa podem enfrentar mais ventos contrários se a nova concorrente acelerar a produção rapidamente.

O que está em jogo no mercado de DRAM

A DRAM é uma indústria de mais de US$ 100 bilhões, e a China atualmente importa a maioria de seus chips de memória. Pequim tornou a autossuficiência em semicondutores uma prioridade nacional. Esta nova empresa é o resultado mais concreto desse esforço. Se ela tiver sucesso, poderá remodelar o cenário competitivo. Mas construir um negócio de DRAM do zero é notoriamente difícil. A tecnologia é complexa, e os incumbentes têm décadas de experiência e patentes. O desafiante chinês precisará provar que pode produzir chips confiáveis a custos competitivos.

A negociação começa nesta segunda-feira em uma bolsa não divulgada. Os primeiros relatórios de lucros da empresa serão acompanhados de perto em busca de pistas sobre rendimentos de produção e adoção por clientes. Para a Micron, a questão imediata é quanta participação de mercado ela perderá — e com que rapidez. A resposta determinará se esse novo concorrente é uma ameaça real ou apenas manchete.