Os fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin registraram um quinto dia consecutivo de entradas líquidas, a primeira sequência tão longa desde abril. Os aproximadamente US$ 727 milhões que entraram no período representam a compra mais sustentada desde as saídas recordes de junho, quando os fundos perderam mais de US$ 1,2 bilhão em uma única semana.
Como a semana se desenrolou
Terça-feira marcou o quinto dia consecutivo de fluxos positivos. O total das cinco sessões — cerca de US$ 727 milhões — é a maior sequência desse tipo em meses. Para contextualizar, a última vez que os ETFs tiveram uma sequência tão longa foi em abril, quando uma série mais modesta de entradas coincidiu com o Bitcoin sendo negociado acima de US$ 70.000. A alta atual não conta com esse tipo de impulso de preço, o que torna o volume de compras notável.
O que mudou
A mudança das saídas pesadas de junho para as entradas desta semana não está ligada a um único catalisador. As saídas recordes em junho ocorreram após uma correção acentuada que abalou a confiança institucional. Desde então, o mercado se estabilizou e os fluxos dos ETFs gradualmente se transformaram. Alguns observadores apontam para o rebalanceamento de carteiras por parte de alguns grandes gestores de ativos no início do segundo semestre. Outros notam que a pressão de venda do desmonte de junho pode simplesmente ter se esgotado.
O que vem a seguir
A próxima decisão de taxa do Fed está agendada para o final do mês. Se as entradas continuarem pelo resto de julho, este seria o primeiro mês de fluxos líquidos positivos desde maio. Esse é um marcador concreto que o mercado estará observando — não porque sinaliza algo grandioso, mas porque um mês positivo limpo quebraria o padrão de meses alternados entre vermelho e verde que tem definido o cenário dos fluxos de ETFs em 2026 até agora.



