A contagem regressiva para a Copa do Mundo de 2026 já está alimentando um frenesi em fan tokens. A melhor campanha da Inglaterra desde 1966 provocou um aumento nas negociações na plataforma Chiliz, enquanto a queima de tokens da Espanha atingiu 1,16 milhão de tokens. Esses movimentos sinalizam como ativos digitais ligados a seleções nacionais estão se tornando um barômetro pré-torneio do entusiasmo dos torcedores.
O aumento do token da Inglaterra após campanha histórica
A campanha da Inglaterra até a final em 2022 — sua melhor participação em Copas desde a conquista do título em 1966 — fez com que os volumes de negociação do fan token da seleção disparassem na Chiliz. A plataforma, que hospeda fan tokens de dezenas de clubes esportivos e seleções nacionais, registrou um claro aumento na atividade conforme os Três Leões avançavam. Embora os números exatos de negociação não tenham sido divulgados, o aumento destaca como o desempenho em campo pode impulsionar diretamente a demanda por esses colecionáveis digitais.
Os fan tokens permitem que os detentores votem em decisões menores dos clubes, acessem conteúdo exclusivo e negociem os tokens como qualquer criptoativo. Para os torcedores ingleses, o token se tornou uma forma de apostar ainda mais no momento positivo da equipe. O torneio de 2026, co-organizado pelos Estados Unidos, Canadá e México, deve atrair ainda mais atenção global — e, com ela, mais negociações de tokens.
Marco da queima de tokens da Espanha
Do outro lado do balanço dos fan tokens, a Espanha viu a queima de 1,16 milhão de tokens $SPAIN. A queima de tokens remove permanentemente moedas de circulação, muitas vezes usada para criar escassez e potencialmente aumentar o valor. A medida ocorre enquanto a Espanha busca se reconstruir após uma campanha decepcionante em 2022, quando foi eliminada nas oitavas de final.
A queima não garante um salto no preço, mas sinaliza que a gestão do token está ativamente tentando controlar a oferta. Para os torcedores que detêm $SPAIN, a redução pode tornar seus tokens restantes mais valiosos se a demanda se mantiver estável. O número de 1,16 milhão é um marco concreto — que se destaca em um mercado muitas vezes movido por expectativas, e não por números sólidos.
O que a atividade dos tokens diz sobre 2026
Tanto o aumento da Inglaterra quanto a queima da Espanha apontam para uma tendência mais ampla: os fan tokens estão se tornando uma peça fixa nos ciclos da Copa do Mundo. O torneio de 2022 já registrou picos na negociação de tokens, mas a edição de 2026 — com seu formato expandido de 48 seleções e três países-sede — pode impulsionar ainda mais o mercado. A Chiliz, como principal plataforma para fan tokens de seleções nacionais, provavelmente continuará vendo atividade à medida que as eliminatórias se intensificam.
Ninguém está dizendo que fan tokens são um investimento seguro. Eles continuam sendo um nicho do mundo cripto, sujeitos à mesma volatilidade que qualquer ativo digital. Mas a conexão entre o desempenho de uma equipe e o volume de negociação de seu token está se tornando cada vez mais difícil de ignorar. Para a Inglaterra, a campanha de 2022 mostrou que uma boa participação em um torneio pode se traduzir em picos reais de negociação. Para a Espanha, a queima é uma aposta de que a escassez trará retorno até 2026.
O próximo teste virá durante as eliminatórias para 2026, quando os fan tokens podem experimentar uma nova onda de atividade. Se essa onda beneficiará todos os tokens ou apenas aqueles ligados a equipes vencedoras, ainda é uma questão em aberto.




