A Comissão de Serviços Financeiros da Coreia do Sul (FSC) lançará em julho as regulamentações detalhadas para títulos tokenizados, preparando o terreno para um mercado de capitais baseado em blockchain, totalmente regulado até 2027, conforme confirmado pela agência esta semana. A medida sinaliza a intenção da FSC de incluir os títulos de ativos digitais em uma estrutura jurídica formal, ultrapassando o atual conjunto fragmentado de orientações.
O que as regras de julho abrangerão
A FSC ainda não divulgou o texto completo, mas as regulamentações devem abordar como os títulos tokenizados podem ser emitidos, negociados e custodiados dentro do sistema financeiro sul-coreano. O objetivo é oferecer a emissores e investidores um caminho legal claro, evitando que operem em uma zona cinzenta. O lançamento de julho provavelmente incluirá definições, requisitos de conformidade e mecanismos de fiscalização.
A meta do mercado de capitais para 2027
O cronograma da FSC visa um mercado de capitais blockchain regulado e plenamente operacional até 2027. O prazo prolongado sugere uma implantação em etapas. As regulamentações de julho são o primeiro passo concreto, estabelecendo as regras para o que virá a seguir. A agência não detalhou como será a transição do mercado atual para a visão de 2027, mas o prazo agora está definido no calendário.
A Coreia do Sul tem sido um importante centro para negociação de criptomoedas, mas os títulos tokenizados — representações digitais de ativos tradicionais, como ações ou títulos — careciam de regras explícitas. A medida da FSC pode incentivar bancos e corretoras a experimentarem emissões baseadas em blockchain, ao mesmo tempo que concede aos reguladores maior supervisão. Trata-se de uma aposta em um mercado digital formal e regulado, em vez de um mercado não regulamentado.
O próximo marco concreto é julho, quando as regulamentações completas serão divulgadas. Após isso, o setor observará como a FSC lidará com a fiscalização e se a meta de 2027 será mantida.




