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Grupo Salinas faz parceria com Anchorage Digital para avanço em stablecoins, visando pagamentos transfronteiriços

Grupo Salinas faz parceria com Anchorage Digital para avanço em stablecoins, visando pagamentos transfronteiriços

O conglomerado mexicano Grupo Salinas está trazendo a Anchorage Digital para impulsionar suas ambições com stablecoins. A parceria, anunciada esta semana, fará com que a Coinpro — a exchange de criptomoedas de propriedade do Grupo Salinas — utilize os serviços de stablecoin da Anchorage para operações de liquidação transfronteiriça. É um passo concreto para uma empresa que administra uma das maiores redes de varejo da América Latina, a Grupo Elektra, e que vem construindo discretamente sua infraestrutura de ativos digitais.

Por que stablecoins para liquidação

A movimentação internacional de dinheiro é lenta e cara quando realizada por meio dos sistemas bancários tradicionais. As stablecoins permitem que as empresas ignorem a cadeia de bancos correspondentes, liquidando em minutos em uma blockchain em vez de dias via SWIFT. Para um grupo com operações no México, América Central e Estados Unidos, a economia é significativa. Carlos Dias Afonso, do Grupo Salinas, sugeriu que os canais de stablecoin podem eventualmente ir além da exchange — uma integração mais profunda que beneficiaria os clientes da Grupo Elektra. Isso aponta para um ângulo de pagamentos de varejo, não apenas transferências institucionais.

O papel da Anchorage

A Anchorage Digital é um banco de ativos digitais com carta federal nos EUA, o que lhe confere um perfil robusto de conformidade que o Grupo Salinas provavelmente precisa para operações transfronteiriças com reguladores. A exchange Coinpro ganha um parceiro regulamentado para serviços de custódia e similares a emissão, sem precisar construir a camada de conformidade do zero. Para a Anchorage, é mais uma vitória na América Latina, uma região onde a adoção de stablecoins tem crescido rapidamente à medida que as empresas buscam alternativas atreladas ao dólar em meio à volatilidade das moedas locais.

Dias Afonso não definiu um cronograma, mas a sugestão sobre os clientes da Grupo Elektra aponta para um lançamento no varejo — possivelmente permitindo que os compradores da Elektra mantenham ou façam transações com stablecoins, ou possibilitando remessas diretamente pela rede de lojas. Isso seria um grande passo para uma rede com milhares de unidades no México. Por enquanto, o uso imediato é o pipeline de liquidação da Coinpro. Mais detalhes sobre a profundidade da integração de stablecoins devem surgir nos próximos meses.