Michael Saylor, presidente executivo da Strategy, sinalizou que a empresa pode estar se preparando para outra compra de Bitcoin — mesmo enquanto explora a venda de uma parte de seu enorme tesouro de criptomoedas para financiar dividendos. A dupla movimentação, que Saylor insinuou durante uma teleconferência esta semana, dividiu a base de investidores da empresa.
Última dica de Saylor
Saylor disse aos ouvintes em uma teleconferência de resultados em 8 de maio que 'estamos sempre olhando o mercado' quando perguntado sobre novas compras de Bitcoin. Ele não deu prazo ou tamanho, mas observadores de longa data da empresa sabem que seus acenos vagos frequentemente precedem um arquivamento público. A Strategy ainda não emitiu um comunicado à imprensa.
Por que vender o tesouro?
Mais surpreendente foi a admissão de Saylor de que o conselho discutiu liquidar parte das participações em Bitcoin da Strategy — atualmente avaliadas em mais de US$ 15 bilhões — para começar a pagar um dividendo regular. A empresa nunca pagou um. Durante anos, Saylor pregou uma estratégia de 'comprar e manter', usando dívida e capital próprio para acumular mais BTC. Agora, com pressão de investidores ativistas e um preço das ações em baixa em relação aos ganhos do Bitcoin, a empresa parece pronta para devolver algum dinheiro aos acionistas.
Reações mistas
A reação online foi imediata e dividida. Alguns maximalistas do Bitcoin de longa data acusaram Saylor de 'se vender' e abandonar a tese central. Outros argumentaram que um dividendo atrairia dinheiro institucional que exige renda estável, potencialmente elevando as ações. Nas redes sociais, um proeminente gestor de fundos de criptomoedas chamou o plano de 'uma traição à visão original', enquanto um grupo de investidores de varejo aplaudiu a medida como 'finalmente ouvindo os acionistas'.
A Strategy não apresentou nenhuma proposta formal à SEC. Saylor disse que o conselho ainda está 'avaliando' a estrutura de dividendos e que qualquer venda planejada seria gradual. A próxima data concreta a ser observada é a assembleia anual de acionistas da empresa, prevista para junho, onde a administração pode enfrentar perguntas sobre a estratégia de tesouraria. Até lá, o mercado estará analisando cada palavra de Saylor — e seu feed do Twitter — em busca de pistas sobre a próxima compra de Bitcoin.




