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MoneyGram Recorre à Tempo, Incubada pela Stripe, para Liquidação com Stablecoins em sua Rede Global

MoneyGram Recorre à Tempo, Incubada pela Stripe, para Liquidação com Stablecoins em sua Rede Global

A MoneyGram fez parceria com a Tempo, uma empresa de blockchain incubada no programa de startups da Stripe, para trazer liquidação com stablecoins e validação de transações on-chain para sua rede global de pagamentos. O acordo, anunciado esta semana, marca uma das maiores empresas de remessas migrando volume real de liquidação para uma infraestrutura blockchain, em vez de apenas oferecer conversão de cripto para moeda fiduciária no balcão.

Como funciona a parceria

Nos termos do acordo, a Tempo cuidará da validação no lado blockchain das transferências internacionais. A rede existente de agentes e aplicativos digitais da MoneyGram continuará atendendo os clientes, mas a liquidação de back-end entre países passará a usar stablecoins — provavelmente USDC ou USDT, embora as empresas não tenham especificado qual. A Tempo, que surgiu da incubadora interna da Stripe, já opera uma infraestrutura licenciada de stablecoins na Europa.

Por que a incubadora da Stripe é importante

A Tempo não é uma startup qualquer — passou anos dentro do programa de incubação da Stripe, o que significa que tem vínculos diretos com uma das maiores processadoras de pagamentos do mundo. Essa relação dá à MoneyGram um parceiro pronto para conformidade regulatória, em vez de uma operação de garagem. A própria Stripe vem aprofundando suas ofertas de cripto, e essa parceria estende esse alcance para corredores de remessas físicas onde a retirada em dinheiro ainda domina.

O que a liquidação com stablecoins significa para as remessas

A liquidação tradicional de remessas leva dias e passa por bancos correspondentes, cada um cobrando uma taxa. A liquidação com stablecoins em uma blockchain pode ser concluída em minutos com custo marginal quase zero. A MoneyGram processa bilhões de dólares em pagamentos transfronteiriços anualmente, então mesmo uma fração desse volume migrando para stablecoins representaria um crescimento real de transações on-chain. A questão principal é se os reguladores em grandes mercados de remessas, como México, Índia e Filipinas, tratarão essas liquidações como câmbio estrangeiro ou como transferências cripto — uma distinção que afeta licenciamento e relatórios.

O momento

A MoneyGram vem testando liquidação em blockchain há anos, mas esta é a primeira vez que se compromete com uma parceria de produção, e não apenas com um piloto. O acordo ocorre em meio à redução das margens das remessas tradicionais e à exploração de tecnologias semelhantes por concorrentes como a Western Union. A MoneyGram ainda não anunciou uma data de lançamento para o serviço de liquidação com stablecoins, mas a construção da infraestrutura já está em andamento.