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Remessas de criptomoedas de El Salvador ainda abaixo de 1% cinco anos após a Lei Bitcoin

Remessas de criptomoedas de El Salvador ainda abaixo de 1% cinco anos após a Lei Bitcoin

Cinco anos depois de El Salvador tornar o Bitcoin moeda legal, as criptomoedas ainda representam uma fatia ínfima do mercado de remessas do país. Apenas 0,7% dos US$ 5 bilhões em remessas enviadas a El Salvador entre janeiro e junho de 2026 foram transmitidos via cripto, segundo dados do governo. Isso equivale a US$ 35,4 milhões de um total de US$ 5 bilhões — um número que evidencia o quanto o experimento do Bitcoin pouco avançou em uma de suas promessas centrais: pagamentos transfronteiriços mais baratos e rápidos.

Cinco anos da Lei Bitcoin

A Lei Bitcoin de El Salvador entrou em vigor em setembro de 2021, tornando o país o primeiro a adotar uma criptomoeda como moeda legal. O presidente Nayib Bukele defendeu a medida como forma de reduzir o custo das remessas, que representam cerca de um quarto do PIB do país. Mas a adoção tem sido lenta. Os dados mais recentes, referentes ao primeiro semestre de 2026, mostram que as remessas em cripto não conseguiram ultrapassar nem 1% do mercado total.

A fatia minúscula das criptomoedas em um grande bolo

O valor de US$ 35,4 milhões é uma gota no oceano comparado aos US$ 5 bilhões em remessas totais. Os canais tradicionais — transferências bancárias, operadoras de transferência de dinheiro como Western Union e dinheiro em espécie — ainda dominam. O governo promoveu sua carteira Chivo e outros serviços de cripto, mas o uso continua baixo. Os dados vêm do Banco Central de Reserva de El Salvador, que monitora os fluxos de remessas por método.

O que isso significa para o experimento

Os números são um balde de água fria para os defensores que argumentavam que o Bitcoin revolucionaria as remessas. Alta volatilidade, obstáculos técnicos e falta de adoção por comerciantes são citados como barreiras. O governo não abandonou o projeto — continua comprando Bitcoin e construindo infraestrutura —, mas os dados de remessas sugerem que a promessa de adoção em massa ainda está distante. Por enquanto, a grande maioria dos salvadorenhos que enviam dinheiro para casa continua usando os métodos tradicionais.

O próximo marco virá quando o governo divulgar os números completos de 2026. Se a tendência se mantiver, a participação das criptomoedas permanecerá abaixo de 1% pelo sexto ano consecutivo.