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Stablecoins dominam 90% do mercado de criptomoedas de US$ 28 bilhões do Peru, diz executivo da Binance

Stablecoins dominam 90% do mercado de criptomoedas de US$ 28 bilhões do Peru, diz executivo da Binance

Stablecoins representam até 90% dos cerca de US$ 28 bilhões em volume anual de criptomoedas que circulam no Peru, segundo Daniel Acosta, gerente geral da Binance para a América Latina Norte. O número destaca como os tokens atrelados ao dólar se tornaram a espinha dorsal da economia de ativos digitais do país — não para especulação, mas para movimentar dinheiro além-fronteiras.

Por que o Peru aposta em stablecoins

O Peru não possui seu próprio mercado de stablecoins. Em vez disso, os usuários recorrem a tokens globais como USDT e USDC para enviar remessas e realizar pagamentos transfronteiriços. Acosta afirmou que esse é o principal caso de uso — um padrão comum em mercados emergentes onde as moedas locais são voláteis ou o sistema bancário internacional é lento. Com milhões de peruanos trabalhando no exterior e enviando dinheiro para casa, as stablecoins oferecem uma alternativa mais rápida e barata aos corredores tradicionais de remessas.

A visão da Binance na região

Acosta fez as declarações em uma entrevista recente, destacando o foco crescente da Binance na América Latina. A exchange vem expandindo suas equipes locais e sua infraestrutura de compliance em toda a região, incluindo o Peru. Embora não tenha detalhado números de outros países, a participação de 90% no Peru é um lembrete claro de que a utilidade real das criptomoedas em muitos mercados não é a negociação — é a finanças do dia a dia.

A questão dos US$ 28 bilhões

Vinte e oito bilhões de dólares em volume anual é muito para um único mercado latino-americano. Para efeito de comparação, todo o ecossistema fintech do Peru ainda está amadurecendo, mas apenas as stablecoins movimentam valores que rivalizam com transferências bancárias em alguns setores. O número também sugere que a clareza regulatória — ou a falta dela — não desacelerou a adoção. O banco central do Peru tem sido cauteloso em relação às criptomoedas, mas os usuários continuam transacionando.

O que vem a seguir? A Binance e outras exchanges apostam que a demanda por stablecoins continuará crescendo à medida que mais peruanos se familiarizarem com os dólares digitais. Os comentários de Acosta sugerem que a empresa vê a América Latina como uma região-chave de crescimento — e o Peru como prova de que as stablecoins estão resolvendo problemas reais, não apenas alimentando o hype.