A Fundação Stellar Development e a MoneyGram estão intensificando sua parceria de cinco anos, anunciando uma extensão de vários anos em 22 de abril na Stellar House, em Cidade do México. O novo acordo coloca a América Latina no centro da próxima fase, visando expandir o que as empresas chamam de maior rede mundial de entrada e saída em dinheiro para ativos digitais.
Por que a América Latina é o foco
A região já tem vantagem inicial. Um serviço de stablecoin alimentado pela Stellar, Crossmint e USDC da Circle entrou em operação na Colômbia antes do anúncio e chegou a El Salvador no início de 2026. Esses mercados, onde muitas pessoas não possuem contas bancárias tradicionais, mas têm smartphones e acesso a balcões da MoneyGram, são cenários naturais para testes. A parceria permite que os usuários recebam saldos de stablecoins atrelados ao dólar e, em seguida, visitem quase 500.000 locais da MoneyGram em mais de 200 países para converter em dinheiro.
Como o serviço de entrada/saída em dinheiro funciona
O sistema é simples. Alguém envia USDC na rede Stellar, e o destinatário converte para moeda local em um agente da MoneyGram — sem necessidade de conta bancária. A estrutura está em operação desde 2021, quando as duas empresas começaram a colaborar. Ao longo de cinco anos, construíram uma rede que processa entradas e saídas de dinheiro em larga escala. A presença física da MoneyGram, combinada com a liquidação blockchain da Stellar, faz com que o serviço funcione mesmo em áreas com infraestrutura bancária fraca.
Marco dos ativos do mundo real na Stellar
A extensão da parceria ocorre apenas meses após a rede Stellar ultrapassar US$ 1 bilhão em ativos do mundo real (RWAs) no início de 2026. Esses ativos incluem títulos tokenizados e produtos financeiros institucionais — não apenas as stablecoins usadas para remessas. O número de RWAs indica que a Stellar está atraindo mais do que usuários individuais; instituições estão movendo ativos de alto valor para a rede. O serviço de caixa com stablecoins agora faz parte de um ecossistema em crescimento de valores mobiliários tokenizados.
No momento do anúncio, o token nativo da Stellar, XLM, era negociado a aproximadamente US$ 0,26. Se a expansão para a América Latina impulsionará esse preço — ou apenas aumentará o volume de transações — permanece uma questão em aberto ligada à velocidade com que novos países serão adicionados. As empresas não divulgaram o próximo mercado, mas a infraestrutura já está pronta.




