A Ninjas in Pyjamas, organização sueca de esports conhecida por suas equipes de Counter-Strike e Dota 2, está fazendo uma migração formal para a tecnologia blockchain. O movimento, anunciado junto com sua participação contínua no circuito BLAST Premier, posiciona a NiP como a mais recente marca de esports a tentar unir jogos competitivos com cripto. Mas o próprio fan token da empresa já mostra sinais de fraca tração de mercado, levantando questões sobre o momento da estratégia.
A virada cripto
A NiP está apostando no blockchain como parte central de seu negócio, não apenas como um truque de patrocínio. A organização afirma que integrará sistemas baseados em blockchain em suas operações, embora não tenha detalhado exatamente como. A mudança destaca uma tendência mais ampla: times de esports estão cada vez mais recorrendo ao cripto para novas fontes de receita e modelos de engajamento de fãs. A BLAST Premier, organizadora do torneio, tem sido parceira das equipes competitivas da NiP, e o impulso cripto ocorre enquanto a própria liga explora integrações de ativos digitais.
Ventos contrários para fan tokens
O fan token ligado à virada cripto da NiP não está pegando como a organização talvez esperava. Dados de mercado mostram que o token tem lutado para ganhar volume de negociação ou número de detentores significativos desde seu lançamento. Os fan tokens em geral tiveram um 2026 difícil — vários grandes clubes de esports e esportes viram seus tokens perderem valor e interesse. Para a NiP, o desafio é agravado por um campo lotado: dezenas de times agora oferecem seus próprios tokens, e a maioria não conseguiu construir comunidades duradouras em torno deles.
Esports adota cripto — mas com cautela
A NiP não está sozinha nessa aposta. Outras organizações de esports lançaram tokens, NFTs e jogos baseados em blockchain nos últimos dois anos. Mas os resultados têm sido mistos. Alguns times recuaram após reação negativa dos fãs ou incerteza regulatória. O movimento da NiP sugere que a organização vê potencial de longo prazo na tecnologia, mesmo que a recepção imediata do mercado seja morna. A conexão com a BLAST Premier pode fornecer uma plataforma para testar funcionalidades de blockchain em um ambiente de torneio ao vivo ainda este ano.




