Elon Musk afirma que sua atividade política na Europa é motivada por "pessoas comuns" e pelo desejo de defender "o Ocidente coletivamente", não por ideologia de extrema-direita. Em uma entrevista com Zanny Minton Beddoes, editora-chefe da The Economist, Musk também previu que a inteligência artificial poderá superar a inteligência combinada de todos os humanos em cinco anos. A conversa completa será exibida no programa Insider da The Economist na noite de quinta-feira.
Por que Musk rejeitou o rótulo de extrema-direita
Musk negou ser racista, apontando para sua parceira, que é meio indiana, seus quatro filhos e os diversos executivos em suas empresas. Ele chamou a caracterização da mídia como extrema-direita de "absurda" e disse que era falsa e enganosa. O CEO da Tesla e da SpaceX tem cerca de 250 milhões de seguidores no X, a plataforma que ele possui, e a usou para amplificar vozes anti-imigração e antissistema na Europa.
Cronograma da IA e um aviso de guerra civil
Durante a entrevista, Musk disse acreditar que a IA pode superar toda a inteligência humana em cinco anos. Esse é um prazo mais curto do que muitos pesquisadores projetam. Separadamente, ele postou anteriormente no X que a guerra civil na Grã-Bretanha é "inevitável". Minton Beddoes contestou essa afirmação, observando que o crime violento no Reino Unido está caindo e que Londres é mais segura do que muitas cidades dos EUA.
Musk sobre a mídia e a opinião pública
Musk disse que não se importa se as pessoas o odeiam, mas acredita que muitas mais pessoas gostam dele do que o odeiam. Ele criticou a mídia pelo que chamou de "caracterização absurda" de suas opiniões. A entrevista ocorre enquanto as intervenções políticas de Musk na Europa — incluindo o endosso ao partido de extrema-direita alemão AfD e ataques ao primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer — atraíram duras críticas de líderes europeus.
O que vem a seguir
A entrevista completa com Zanny Minton Beddoes será lançada no programa Insider da The Economist na noite de quinta-feira. Musk não anunciou outras entrevistas ou aparições públicas para abordar a controvérsia.




