A mais recente declaração de ética de Donald Trump mostra US$ 3,8 milhões em atividades relacionadas a criptomoedas durante o primeiro trimestre, incluindo compras e vendas na Coinbase. A divulgação, feita esta semana, faz parte de uma revisão ética de rotina, mas acrescenta novo escrutínio às finanças pessoais do ex-presidente — e às negociações mais amplas de sua família com criptoativos.
O que a declaração cobre
O relatório trimestral, datado do Q1 de 2026, lista uma série de transações de criptomoedas executadas por meio da Coinbase. O valor total — US$ 3,8 milhões — inclui tanto compras quanto vendas, embora a declaração não detalhe os tamanhos individuais das negociações ou as moedas específicas negociadas. O documento faz parte da divulgação financeira padrão exigida de candidatos presidenciais e certos ocupantes de cargos federais.
O alcance do escrutínio
A declaração surge em meio a um exame mais amplo das finanças da família Trump. Órgãos de fiscalização ética e comitês do Congresso vêm revisando possíveis conflitos de interesse relacionados aos empreendimentos comerciais de Trump e de seus filhos. As negociações com criptomoedas em si não são ilegais, mas levantam questões sobre o momento e a transparência — especialmente dado o ceticismo público passado de Trump em relação a ativos digitais.
Sem surpresas, mas mais perguntas
Trump já possuiu criptoativos antes, portanto a declaração não é uma surpresa. Mas o valor em dólares é grande o suficiente para chamar a atenção. A divulgação cobre um período em que os mercados de criptomoedas estavam voláteis e a Coinbase registrou volumes recordes de varejo no início de 2026. A declaração não informa se Trump executou pessoalmente as negociações ou as delegou. Essa lacuna é o que os especialistas em ética provavelmente irão questionar.
O que vem a seguir
A declaração do Q1 agora é pública. A próxima divulgação trimestral está prevista para julho. Não está claro se legisladores ou reguladores darão seguimento a este relatório específico — mas o clima político em torno das finanças de Trump torna quase certo que alguém o fará.




