A presidente do Federal Reserve de São Francisco, Mary Daly, afirmou que uma resolução das tensões no Oriente Médio poderia ajudar a reduzir a inflação, potencialmente dando ao banco central mais espaço para ajustar a política monetária. Mas ela também alertou que os gastos contínuos e elevados em tecnologia e inteligência artificial continuam sendo uma fonte persistente de pressões sobre os preços.
Por que a geopolítica importa para os preços
Daly apontou para a possibilidade de que a redução dos conflitos no Oriente Médio possa diminuir os custos relacionados à energia e às cadeias de suprimentos globais. Um menor risco geopolítico, sugeriu ela, poderia aliviar parte da pressão sobre a inflação. Essa mudança seria relevante para o Fed, que decide se corta ou mantém as taxas de juros.
O obstáculo dos gastos com tecnologia
Mesmo que as tensões no Oriente Médio diminuam, Daly observou que as empresas ainda estão investindo pesadamente em tecnologia e IA. Esses gastos mantêm a demanda forte e os preços elevados. Isso funciona como um contrapeso a qualquer alívio vindo da geopolítica, tornando o cenário inflacionário mais complicado.
Os comentários de Daly destacam o ato de equilíbrio que o Fed enfrenta. Um fator aponta para uma inflação mais baixa; outro aponta para pressão persistente. Suas declarações vêm antes da próxima reunião de política do banco central, onde os dirigentes avaliarão essas forças concorrentes. Os investidores estão atentos a qualquer sinal de como o comitê vê essa troca.




