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Ações da Coinbase sobem 3,7% após CFTC liberar acesso de clientes dos EUA a futuros perpétuos de cripto via Deribit

Ações da Coinbase sobem 3,7% após CFTC liberar acesso de clientes dos EUA a futuros perpétuos de cripto via Deribit

As ações da Coinbase fecharam a US$ 189 em 29 de maio, subindo 3,72% no dia, depois que a Commodity Futures Trading Commission aprovou o plano da exchange de permitir que clientes dos EUA negociem futuros perpétuos de criptomoedas por meio de parcerias com plataformas estrangeiras. A medida abre um produto que tem sido amplamente inacessível para investidores de varejo americanos, e a Coinbase afirmou que trabalhará com a Deribit para implementar a oferta.

Por que os perpétuos são importantes

Futuros perpétuos são contratos que nunca expiram, permitindo que traders apostem na direção do preço com alavancagem. Eles dominam o volume em exchanges offshore como Binance e Bybit, mas os reguladores dos EUA historicamente os bloquearam. A aprovação da CFTC sinaliza uma mudança, permitindo que a Coinbase direcione clientes dos EUA para uma contraparte estrangeira sob uma estrutura regulamentada.

Como funciona o acordo

A Coinbase atuará como intermediária, com a Deribit cuidando da execução e da liquidação. A estrutura mantém a negociação real fora da jurisdição dos EUA, enquanto a Coinbase gerencia o onboarding de clientes, conformidade e relatórios. As empresas não divulgaram uma data de lançamento, mas a aprovação significa que podem iniciar os trabalhos de integração imediatamente.

Momento e contexto

A aprovação chegou pouco antes do longo fim de semana do Memorial Day nos EUA, dando à Coinbase uma pista regulatória clara. O ganho das ações superou o mercado cripto mais amplo naquele dia, refletindo a crença dos investidores de que o acesso aos perpétuos pode impulsionar a receita de negociação. A Coinbase vem pressionando para diversificar a renda além da negociação à vista, e os perpétuos são um produto de alto volume e altas taxas.

A Coinbase e a Deribit agora precisam construir o pipeline técnico, passar por verificações de conformidade e obter as licenças estaduais necessárias de transmissão de dinheiro. O aval da CFTC é o primeiro dominó; o verdadeiro teste é se a parceria poderá entrar em funcionamento antes do final do ano sem esbarrar em problemas legais.