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Circle faz parceria com Nium para permitir liquidações em USDC em 190 países

Circle faz parceria com Nium para permitir liquidações em USDC em 190 países

A Circle fechou um acordo com a Nium, uma plataforma de pagamentos transfronteiriços, para permitir que empresas liquidem transações usando a stablecoin USDC em 190 países. O anúncio, feito nesta terça-feira, tem como objetivo reduzir o atrito e os custos que normalmente assombram as transferências internacionais de dinheiro.

Expandindo o alcance do USDC

A parceria insere o USDC diretamente nos trilhos de pagamento existentes da Nium. Isso significa que as empresas que usam a Nium para enviar ou receber dinheiro do exterior agora podem optar por liquidar no token digital atrelado ao dólar, em vez de esperar por transferências bancárias tradicionais. A Circle afirma que isso pode acelerar os tempos de liquidação e reduzir o número de intermediários envolvidos.

A Nium já opera em mercados que vão do Sudeste Asiático à América Latina. Adicionar o USDC nesses locais dá à stablecoin uma rede de distribuição já estabelecida. Para a Circle, é uma oportunidade de ir além dos usuários nativos de criptomoedas e entrar no espaço mainstream de remessas e pagamentos B2B.

Simplificando pagamentos transfronteiriços

As transações transfronteiriças hoje geralmente passam por vários bancos correspondentes, cada um adicionando taxas e atrasos. O USDC, por ser um token baseado em blockchain, pode ser movido em minutos — ou até segundos — uma vez que ambas as partes estejam configuradas. As empresas afirmam que isso pode ser especialmente útil em regiões onde o acesso ao dólar é restrito ou onde a infraestrutura bancária é precária.

Nem a Circle nem a Nium divulgaram os termos financeiros do acordo. Mas o escopo — 190 países — sugere que ambas veem um grande mercado para liquidação mais rápida e barata.

Possíveis efeitos na infraestrutura financeira

Se a parceria ganhar tração, pode pressionar as redes de pagamento tradicionais a acelerar suas próprias ofertas de dólar digital. Os bancos centrais já estão explorando CBDCs, mas stablecoins privadas como o USDC estão mais avançadas no uso real. Ao incorporar o USDC em uma plataforma transfronteiriça que já lida com pagamentos, a Circle e a Nium estão efetivamente criando uma via de liquidação paralela.

Isso não significa que os bancos desaparecerão da noite para o dia. Obstáculos regulatórios permanecem — muitos países ainda carecem de regras claras para o uso de stablecoins. Mas o acordo coloca o USDC em posição de se tornar uma ferramenta de liquidação padrão para uma parcela do comércio global.

A questão agora é a rapidez com que comerciantes e instituições financeiras realmente adotarão a tecnologia. A tecnologia funciona. Os parceiros estão no lugar. O resto depende de se as empresas confiam o suficiente em uma stablecoin para mover dinheiro real através das fronteiras.