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EUA Aplicam Tarifas de 25% sobre o Brasil por Causa do Pix; Tether Investe US$ 20 Milhões no Mercado Bitcoin

EUA Aplicam Tarifas de 25% sobre o Brasil por Causa do Pix; Tether Investe US$ 20 Milhões no Mercado Bitcoin

O Representante de Comércio dos EUA concluiu uma revisão da Seção 301 e aplicou tarifas de 25% sobre uma seleção de importações brasileiras, com efeito a partir de 22 de julho. A medida tem como alvo o comércio digital e os serviços de pagamento eletrônico — especificamente o Pix, o sistema de pagamento instantâneo extremamente popular no Brasil. Separadamente, a Tether investiu US$ 20 milhões no Mercado Bitcoin, uma importante exchange brasileira, para impulsionar pagamentos on-chain e tokenização em toda a América Latina. Os dois eventos ocorrem na mesma semana, destacando uma crescente disputa geopolítica sobre como o dinheiro se move através das fronteiras.

Por que o Pix atraiu o escrutínio dos EUA

O Pix é uma história de sucesso doméstico. Ele reduziu drasticamente o uso de dinheiro e proporcionou aos brasileiros pagamentos em tempo real e de baixo atrito. Mas autoridades dos EUA alegam que o sistema cria um campo de jogo desigual para empresas estrangeiras de pagamento — elas não conseguem competir nos mesmos termos. As tarifas de 25%, impostas ao abrigo da Seção 301 da Lei de Comércio, aplicam-se a uma variedade de importações brasileiras. A Reuters informou que as tarifas entraram em vigor no dia 22.

Stablecoins como ponte para transações internacionais

O investimento de US$ 20 milhões da Tether no Mercado Bitcoin sinaliza um tipo diferente de resposta. Stablecoins podem liquidar rapidamente, operar 24 horas por dia, 7 dias por semana, e não dependem de redes de cartões ou bancos correspondentes — uma solução ideal para o cenário fragmentado de transferências internacionais na América Latina. A exchange afirmou que o dinheiro será direcionado para projetos de pagamentos on-chain e tokenização. A Tether aposta que os brasileiros e seus vizinhos pularão o sistema tradicional de transferências bancárias.

Cenário regulatório do Brasil

O Brasil já colocou os provedores de ativos virtuais sob supervisão formal. As instituições de pagamento seguem regras do banco central. Esse arcabouço pode manter a visibilidade intacta se as stablecoins fluírem por meio de locais licenciados. Por enquanto, as salvaguardas regulatórias estão em vigor — mas a disputa tarifária pode empurrar mais atividade para esses canais regulados, ou direcioná-la para outro lugar.

Proposta de Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro propôs manter o Pix longe de sistemas de liquidação transfronteiriça não ocidentais. É uma tentativa direta de abordar as preocupações dos EUA sem desmantelar o Pix domesticamente. Se essa proposta ganha força — ou se as tarifas escalam ainda mais — permanece uma questão em aberto. As tarifas estão em vigor desde a semana passada. O próximo movimento do Brasil ainda não é público.