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Standard Chartered lança custódia de RLUSD na XRP Ledger e negocia acordo de garantia com a LMAX

Standard Chartered lança custódia de RLUSD na XRP Ledger e negocia acordo de garantia com a LMAX

O Standard Chartered começou a oferecer serviços de custódia para a stablecoin RLUSD, da Ripple, na rede XRP Ledger. O banco também planeja permitir que clientes institucionais usem tokens RLUSD como garantia para negociação e está em conversas com a LMAX sobre um acordo de garantia, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

O que o Standard Chartered está oferecendo agora

O serviço de custódia entrou no ar esta semana, permitindo que instituições guardem RLUSD com segurança no banco. RLUSD é uma stablecoin emitida pela Ripple que roda na XRP Ledger, uma blockchain que liquida transações em segundos. A medida do Standard Chartered o torna um dos primeiros grandes bancos a oferecer custódia para uma stablecoin criada especificamente para uso institucional nessa rede.

O banco não está apenas armazenando tokens. Também está desenvolvendo uma forma de os clientes usarem RLUSD como garantia ao negociar. Isso permitiria que instituições usassem a stablecoin para lastrear derivativos e outras posições sem converter para moeda fiduciária primeiro. O esforço é separado do lançamento da custódia, mas faz parte do mesmo impulso para integrar o RLUSD aos fluxos de negociação tradicionais.

Por que a conexão com a XRP Ledger importa

O RLUSD foi projetado para funcionar na XRP Ledger, que a Ripple tem promovido como uma alternativa mais rápida e barata ao Ethereum para movimentar valor. O suporte de custódia do Standard Chartered oferece aos investidores institucionais um local regulamentado para guardar esses tokens. Também sinaliza que o banco está disposto a lidar com ativos nativos do ecossistema XRP, não apenas com criptomoedas tradicionais como Bitcoin e Ether.

Para a Ripple, a parceria adiciona um nome bancário de primeira linha à sua infraestrutura de stablecoin. A empresa vem tentando posicionar o RLUSD como uma opção compatível para pagamentos transfronteiriços e garantias, competindo com stablecoins como USDC e USDT. Ter o Standard Chartered como custodiante pode tornar o RLUSD mais atrativo para fundos e empresas de negociação que exigem uma solução de armazenamento de nível bancário.

As conversas com a LMAX e o que está em jogo

O Standard Chartered também está negociando com a LMAX, uma plataforma de negociação sediada em Londres, para fechar um acordo de garantia. Se concluído, o acordo permitiria que o RLUSD fosse usado como margem ou garantia na exchange da LMAX. Isso seria um passo significativo para a stablecoin, já que acordos de garantia costumam ser o primeiro teste real de se um ativo digital pode funcionar na negociação convencional.

A LMAX é conhecida por execução de nível institucional e vem expandindo suas ofertas de ativos digitais. Uma parceria com o Standard Chartered daria aos seus clientes uma forma de depositar RLUSD sem vendê-lo, potencialmente aumentando a demanda pelo token. As conversas estão em andamento e ainda podem fracassar, disse uma pessoa, que pediu para não ser identificada porque as discussões são privadas.

O que os bancos estão observando

A medida do Standard Chartered ocorre enquanto mais empresas financeiras tradicionais se aquecem para stablecoins, impulsionadas pela demanda dos clientes e por expectativas regulatórias mais claras em algumas jurisdições. A custódia costuma ser o primeiro serviço que os bancos oferecem antes de avançar para negociação, empréstimos ou gestão de garantias. Ao começar com o RLUSD na XRP Ledger, o banco aposta que o interesse institucional no ecossistema da Ripple vai crescer.

Os concorrentes estão observando de perto. Se o acordo com a LMAX for concretizado, isso poderia incentivar outras exchanges e bancos a aceitar RLUSD como garantia. Isso daria à Ripple uma base mais forte no mercado de garantias tokenizadas, que ainda é dominado por stablecoins maiores. Por enquanto, o serviço de custódia do Standard Chartered está ativo, e as conversas sobre garantias continuam. O próximo marco seria um acordo assinado com a LMAX, que ainda não foi anunciado.