Diplomatas trabalham para evitar uma ruptura entre os Estados Unidos e a agência de refugiados da ONU, com um prazo crucial marcado para 31 de julho. Os dois lados negociam um memorando de entendimento, mas as chances de um acordo são baixas — um mercado de previsões atualmente atribui uma probabilidade de 7,5%.
Por que o prazo é importante
A data de 31 de julho marca o fim das negociações atuais do MOU. Se nenhum acordo for alcançado, os Estados Unidos podem se retirar formalmente do arranjo, rompendo uma parceria de longa data com a agência da ONU que lida com reassentamento e proteção de refugiados em todo o mundo. As conversas não são públicas, mas autoridades familiarizadas com as discussões afirmam que os riscos são altos para ambos os lados.
O que diz o mercado de previsões
Um mercado de previsões que acompanha o resultado coloca a chance de um 'SIM' — ou seja, um acordo é alcançado — em apenas 7,5%. Esse número reflete as apostas coletivas de traders, muitos dos quais veem um impasse como o resultado mais provável. A baixa probabilidade sugere que, mesmo com esforços diplomáticos ativos, o caminho para um acordo é estreito.
O esforço diplomático
Nos bastidores, enviados de Washington e da agência de refugiados da ONU têm realizado reuniões para reduzir diferenças. Os detalhes do MOU não foram divulgados, mas acredita-se que a questão central sejam os termos do apoio financeiro e operacional dos EUA. A agência de refugiados, formalmente conhecida como ACNUR, depende das contribuições dos EUA para uma parte significativa de seu orçamento. Uma ruptura forçaria ambos os lados a recalibrarem sua abordagem às crises globais de refugiados.
Autoridades dos EUA não comentaram publicamente as negociações. A agência de refugiados da ONU se recusou a fornecer um cronograma, remetendo perguntas ao processo diplomático em andamento. O prazo de 31 de julho não é um corte definitivo para toda a cooperação, mas é a data até a qual o atual MOU deve ser renovado ou permitido expirar.
Se o MOU expirar, os Estados Unidos não serão obrigados a manter seu nível atual de envolvimento com a agência. Isso poderia transferir o ônus para outros países doadores e complicar programas de reassentamento para refugiados de zonas de conflito como Síria, Afeganistão e Ucrânia.
Apoiadores do ACNUR instaram a administração Biden a permanecer na mesa. Críticos argumentam que os EUA devem priorizar necessidades domésticas sobre obrigações internacionais. A probabilidade de 7,5% no mercado de previsões reflete a incerteza — e a pequena chance de que diplomatas possam superar as diferenças antes do fim do mês.




