Loading market data...

Senadores dos EUA dão prazo à Apple para abandonar fornecedores chineses de chips de memória

Um grupo bipartidário de senadores dos EUA alertou o CEO da Apple, Tim Cook, para abandonar os planos de adquirir chips de memória de dois fornecedores chineses, dando à empresa até 21 de agosto de 2026 para se comprometer formalmente a deixá-los. Os fornecedores — ChangXin Memory Technologies (CXMT) e Yangtze Memory Technologies Co. (YMTC) — estão ambos na lista negra do Pentágono.

O aviso de Washington

A carta dos senadores, enviada a Cook, não especificou quais consequências a Apple poderia enfrentar se não cumprir o prazo. Mas a lista negra do Pentágono significa que CXMT e YMTC são considerados riscos à segurança nacional, e qualquer negócio com eles pode atrair escrutínio dos reguladores dos EUA. Os legisladores estão pressionando a Apple a cortar laços antes que a empresa finalize quaisquer acordos de compra.

Por que a lista negra do Pentágono é importante

CXMT e YMTC estão entre uma lista crescente de empresas de tecnologia chinesas que o Departamento de Defesa dos EUA sinalizou como potencialmente ligadas ao exército chinês. Estar na lista negra não proíbe automaticamente empresas americanas de trabalhar com elas, mas cria riscos legais e de reputação significativos. Para a Apple, que já enfrenta pressão para diversificar sua cadeia de suprimentos para longe da China, a medida adiciona outra camada de complexidade.

As opções da Apple

A Apple não respondeu publicamente à carta dos senadores. A empresa vem trabalhando para reduzir sua dependência de fabricação e componentes chineses, mas os chips de memória são uma parte crítica de seus dispositivos. Encontrar fornecedores alternativos fora da China — como Samsung ou Micron — pode levar tempo e aumentar os custos. O prazo de agosto de 2026 dá à Apple aproximadamente dois anos para tomar uma decisão, mas o relógio está correndo.

A exigência dos senadores é o sinal mais recente de que Washington está disposto a intervir diretamente nas decisões corporativas de cadeia de suprimentos quando a segurança nacional está em jogo. Para a Apple, a escolha é entre cumprir a solicitação do governo ou arriscar um confronto que pode afetar seu acesso aos mercados e contratos dos EUA.