O que o novo fundo significa para ativos lastreados em cripto
Na terça‑feira, a Morgan Stanley anunciou a criação de um fundo de mercado monetário dedicado a emissores de stablecoins que buscam um lar confiável para seus ativos de reserva. O produto, denominado Fundo de Mercado Monetário de Stablecoin, posiciona‑se como concorrente direto de uma oferta semelhante da BlackRock, prometendo liquidez de nível institucional e relatórios transparentes para projetos de moedas digitais.
Por que os emissores de stablecoin precisam de um fundo especializado
As stablecoins, por design, devem manter uma paridade 1:1 com moedas fiduciárias ou outros ativos. Para preservar essa paridade, os emissores mantêm grandes reservas em instrumentos de baixo risco, como títulos do Tesouro, commercial paper e equivalentes de caixa. Historicamente, essas reservas foram alocadas em fundos de mercado monetário tradicionais, mas a pressão regulatória e a necessidade de expertise específica em cripto deixaram uma lacuna.
- Mais de US$ 150 bilhões em reservas de stablecoin foram reportados globalmente no 1T 2024, segundo a CoinMetrics.
- Reguladores nos EUA e na UE estão apertando as regras sobre transparência de reservas, levando os emissores a buscar soluções de custódia compatíveis.
- Gestores de fundos nativos do ecossistema cripto podem oferecer relatórios diários de NAV que se alinham aos ciclos de auditoria em blockchain.
Ao adaptar um fundo a essas necessidades, a Morgan Stanley espera capturar uma parcela de um mercado projetado para ultrapassar US$ 300 bilhões até 2027.
Como a oferta da Morgan Stanley se compara à da BlackRock
O “Digital Asset Reserve Fund” da BlackRock foi lançado no ano passado e rapidamente atraiu vários projetos de stablecoin de alto perfil. A Morgan Stanley contrapõe com algumas vantagens distintas:
- Janelas de liquidez aprimoradas: Resgate diário com período de liquidação de 24 horas, comparado à janela de 48 horas da BlackRock.
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