O Bitcoin sofreu um novo golpe esta semana, quando os militares dos EUA lançaram ataques retaliatórios contra o Irã. O preço caiu abaixo de US$ 62.000 em 8 de junho, sendo negociado a US$ 61.780 depois que o presidente Donald Trump ordenou a ação. No momento da redação, o Bitcoin havia recuado ainda mais para US$ 61.400 — uma queda de 2,5% no dia.
O mercado mais amplo de criptomoedas já estava sob pressão. O Bitcoin vinha oscilando em torno de US$ 60.000 após ataques israelenses separados contra o Irã no início do ano. Agora, com um confronto direto entre EUA e Irã se desenrolando, os traders se preparam para mais volatilidade.
Bitcoin cai após ataques dos EUA ao Irã
O gatilho foi a derrubada de um helicóptero Apache do Exército dos EUA perto do Estreito de Ormuz em 9 de junho. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, negou que Teerã o tenha abatido deliberadamente, sugerindo que poderia ter sido uma consequência não intencional do aumento das tensões. Mas Trump, postando no Truth Social, disse que forças iranianas foram responsáveis e que ambos os pilotos estavam seguros. Horas depois, o Comando Central dos EUA confirmou ataques em legítima defesa contra o Irã às 17h (horário do leste dos EUA).
O Bitcoin perdeu 7,6% nos últimos sete dias em meio à instabilidade. A queda estende um período de pressão sustentada — o ativo já tinha dificuldade em se manter acima de US$ 62.000 antes dessa escalada.
Liquidações no mercado disparam
O movimento desencadeou uma onda de vendas forçadas. As liquidações de posições compradas em todo o mercado atingiram quase US$ 1,4 milhão em apenas uma hora em 9 de junho, de acordo com dados da CoinGlass. Nas 24 horas anteriores, apenas o Bitcoin respondeu por mais de US$ 136 milhões em liquidações.
Isso é um lembrete severo de como a alavancagem pode se desfazer rapidamente quando a geopolítica muda. O mercado já estava baixista, e isso o empurrou ainda mais para o vermelho.
Incerteza pesa sobre as criptomoedas
Os mercados de criptomoedas são notoriamente sensíveis a choques geopolíticos repentinos — e o Oriente Médio é um barril de pólvora agora. O Estreito de Ormuz é um ponto crítico para o petróleo, e qualquer ação militar ali repercute nos mercados globais. Para o Bitcoin, que às vezes foi apresentado como um porto seguro, esse teste não está indo bem.
Sem uma estabilização clara à vista e com a situação ainda não resolvida, os traders ficam observando a próxima manchete. O preço pode oscilar novamente a qualquer novo desenvolvimento.




