A presidente do Partido Trabalhista, Anna Turley, escreveu a Nigel Farage acusando-o de “evitar o escrutínio razoável” sobre um presente de US$ 6,7 milhões do bilionário da Tether, Christopher Harborne. A carta, enviada esta semana, levanta questões sobre a transparência em torno da doação e os laços do ex-líder do UKIP com o magnata das criptomoedas.
O que a carta alega
A carta de Turley afirma que Farage não foi transparente sobre as origens e o propósito do dinheiro, que veio de Harborne — uma figura conhecida principalmente por sua participação na empresa de stablecoin Tether. A presidente trabalhista argumenta que o tamanho do presente e a fonte merecem um exame mais aprofundado. Ela alega que Farage evitou questões básicas que se aplicariam a qualquer outra figura política que recebesse tal quantia.
O momento exato e as circunstâncias do pagamento permanecem obscuros. Harborne, um empresário britânico-tailandês, raramente falou publicamente sobre suas doações políticas. Farage ainda não respondeu à carta nem fez qualquer declaração sobre o dinheiro.
Quem é Christopher Harborne
Harborne é um bilionário cuja riqueza está intimamente ligada à Tether, a empresa de criptomoedas por trás da stablecoin USDT. A Tether tem sido alvo de escrutínio regulatório em vários países devido às suas reservas e transparência. O próprio Harborne manteve um perfil baixo, tornando esta acusação pública ainda mais rara. O valor de US$ 6,7 milhões supera as doações típicas na política britânica e atraiu a atenção de órgãos fiscalizadores de financiamento de campanha.
A carta de Turley não especifica se o presente foi feito diretamente a Farage ou a uma organização ligada a ele. O Partido Trabalhista tem pressionado por regras mais rigorosas para doações políticas, especialmente aquelas originadas fora do Reino Unido. Acredita-se que Harborne mantenha ativos em várias jurisdições, levantando questões sobre a legalidade e rastreabilidade do dinheiro.
A carta não é uma queixa formal, mas um pedido de respostas. Turley deu a Farage um prazo para responder — um que ele ainda não cumpriu. Se ele não o fizer, a presidente trabalhista insinuou que pode levar o assunto à Comissão Eleitoral ou a outros órgãos de supervisão.
O que acontece a seguir
Farage agora enfrenta uma escolha: responder às perguntas de Turley ou ignorá-las e arriscar uma investigação mais aprofundada. O tempo está a correr. Por enquanto, o público sabe pouco mais do que a existência da carta e o número de sete dígitos. A falta de resposta é, por si só, uma história que Turley parece determinada a manter viva. Se Farage quebrará o silêncio permanece uma questão em aberto.




