As ações da Intel dispararam na segunda-feira com a notícia de que a empresa está em negociações para fabricar chips para a Apple, um acordo que ajudou a impulsionar o S&P 500 e o Nasdaq a novas máximas históricas. A potencial parceria colocaria a Intel dentro de iPhones e Macs pela primeira vez em anos, marcando uma grande mudança para ambas as empresas.
Por que as ações da Intel subiram
As ações da Intel subiram mais de 6% no pregão da tarde, com investidores apostando que a Apple, que há muito usa seus próprios designs de chips e depende da Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. para produção, está buscando diversificar sua cadeia de suprimentos. As fábricas de fabricação avançada da Intel, incluindo novas instalações no Arizona e em Ohio, podem dar à Apple uma segunda fonte para seus componentes mais críticos. A medida ocorre em meio a tensões geopolíticas que tornam a dependência exclusiva de fundições asiáticas mais arriscada.
Nem a Intel nem a Apple confirmaram as negociações, mas o mercado já está precificando a possível vitória. Analistas estimam que o negócio de chips da Apple poderia trazer bilhões de dólares em receita anual para a Intel, embora qualquer acordo leve anos para ser implementado.
Máximas históricas para S&P 500 e Nasdaq
O mercado mais amplo também surfou a onda da Intel. O S&P 500 fechou a 5.200,45 pontos, alta de 0,8%, enquanto o Nasdaq ganhou 1,2% para atingir 16.400,12 pontos. As ações de tecnologia lideraram o rali, com fabricantes de chips em geral se beneficiando da narrativa de diversificação da cadeia de suprimentos. A Advanced Micro Devices e a Nvidia também registraram ganhos, embora o movimento da Intel tenha sido o sinal mais claro de que a indústria está repensando estratégias de fornecimento de décadas.
Uma mudança nas cadeias de suprimentos de chips
O potencial acordo com a Apple destaca uma tendência mais ampla: empresas com capacidades avançadas de fabricação estão posicionadas para vencer à medida que o mundo se afasta da produção concentrada de chips. Por décadas, a maioria dos chips de ponta vinha da TSMC e da Samsung. Mas a legislação recente dos EUA, incluindo o CHIPS Act, estimulou construções domésticas. A Intel está gastando mais de US$ 100 bilhões em novas fábricas em quatro estados.
A Apple, que projeta seus próprios chips das séries A e M, tem sido a maior cliente da TSMC. Adicionar a Intel como segunda fornecedora daria à Apple alavancagem e redundância. Também validaria o negócio de fundição da Intel, que a empresa vem tentando expandir sob o comando do CEO Pat Gelsinger. Se o acordo for concretizado, poderá atrair outros grandes designers para as fábricas da Intel.
O que ainda não está claro
O cronograma exato e os termos permanecem desconhecidos. A Apple poderia usar a Intel para designs de chips mais antigos ou para componentes específicos, em vez de processadores completos. A tecnologia de fabricação da Intel ainda está atrás da TSMC em algumas áreas, e a Apple é conhecida por seus padrões rigorosos. Qualquer anúncio provavelmente ocorreria após o próximo ciclo de produtos da Apple, possivelmente no final de 2025. Os investidores observarão qualquer menção ao fornecimento de chips durante a teleconferência de resultados da Apple no próximo mês.




