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Movement redireciona para pagamentos com stablecoins enquanto o boom de Layer-2 arrefece

Movement redireciona para pagamentos com stablecoins enquanto o boom de Layer-2 arrefece

O projeto blockchain Movement está mudando seu foco para pagamentos com stablecoins, afastando-se do boom desacelerado de layer-2. A empresa planeja usar parceiros de pagamento licenciados em conjunto com trilhos de liquidação blockchain para atingir o mercado global de remessas para países de baixa e média renda — um espaço que o Banco Mundial estima valer cerca de US$ 685 bilhões.

Por que a mudança agora

A narrativa de escalabilidade de layer-2 que impulsionou grande parte do hype de 2025 perdeu força. A concorrência entre rollups se intensificou e a liquidez continua fragmentada. A liderança da Movement decidiu que a receita real de curto prazo não está em mais um L2 — está em mover dinheiro através das fronteiras de forma barata. As stablecoins já são o método de liquidação preferido em muitos corredores de remessas nativos do cripto. Ao apostar nesse caso de uso do mundo real, a Movement está apostando em volume, não em especulação.

Mirando um mercado de US$ 685 bilhões

Remessas para países de baixa e média renda atingiram cerca de US$ 685 bilhões globalmente em 2025. Canais tradicionais como Western Union cobram taxas que podem consumir de 6% a 10% de uma transferência. As stablecoins podem reduzir isso a centavos, mas a adoção tem sido travada pela dificuldade de sacar em moeda local. A solução da Movement é fazer parceria com empresas de pagamento licenciadas que já possuem a infraestrutura regulatória para lidar com rampas de entrada e saída fiduciárias. O blockchain fornece a camada de liquidação; os parceiros cuidam da conformidade e dos trilhos de pagamento local.

Como o modelo funciona

A Movement não está se tornando uma empresa de remessas. Em vez disso, está construindo um back-end onde parceiros licenciados podem se conectar ao seu blockchain para liquidação. Um usuário envia USDC (ou outra stablecoin) na chain da Movement; o parceiro o converte e paga em moeda local — pesos, naira, baht. Isso remove o maior ponto de atrito para remessas com cripto: a falta de pontes fiduciárias confiáveis. A Movement afirma que o modelo também a mantém do lado certo dos reguladores, já que os parceiros licenciados já possuem licenças de transmissor de dinheiro em suas jurisdições.

O timing é apertado. Outros projetos de cripto estão de olho no mesmo corredor, e líderes de stablecoins como Circle e Tether também estão avançando em pagamentos transfronteiriços. A aposta da Movement é que sua abordagem focada em parcerias permita escalar mais rápido que um concorrente puramente on-chain, sem precisar solicitar licenças em cada país.