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Divulgação mostra que Trump comprou ações da Coinbase, MARA e Strategy nesta primavera

Divulgação mostra que Trump comprou ações da Coinbase, MARA e Strategy nesta primavera

Donald Trump comprou ações da MARA Holdings, Coinbase e Strategy entre janeiro e março de 2026, de acordo com sua declaração financeira federal arquivada em 14 de maio. O documento, que tem 113 páginas e lista mais de 3.600 transações, mostra esses três como os únicos nomes relacionados a cripto na carteira. A compra da MARA ocorreu em 30 de março, na faixa de US$ 15.001 a US$ 50.000. Um gestor terceirizado administra as participações, não Trump diretamente.

O que mais a declaração mostra

A família Trump também comprou ações da Nvidia, Microsoft, Oracle e Boeing durante o mesmo período, gastando entre US$ 1 milhão e US$ 5 milhões nessas ações. As compras de cripto são menores em termos de dólares, mas se destacam devido ao foco político da indústria. A MARA é a maior mineradora de Bitcoin de capital aberto dos EUA por capitalização de mercado. A Coinbase é a exchange dominante nos EUA. A Strategy detém mais Bitcoin em seu balanço do que qualquer outra empresa pública.

American Bitcoin registra prejuízo de US$ 82 milhões apesar de mineração recorde

Separadamente, a American Bitcoin — uma mineradora apoiada por membros da família Trump — reportou um prejuízo líquido de US$ 82 milhões no primeiro trimestre de 2026. O prejuízo veio mesmo com a empresa minerando um recorde de 817 BTC no período. Os números mostram que o aumento da taxa de hash e dos custos operacionais estão comprimindo as margens em todo o setor de mineração, mesmo para players bem relacionados.

World Liberty Financial sob fogo em várias frentes

A World Liberty Financial, o projeto DeFi ligado ao círculo de Trump, enfrentou uma fase difícil esta semana. Seu token nativo WLFI atingiu uma mínima histórica após uma queda de 16% em um único dia, sendo negociado em torno de US$ 0,05 — bem abaixo de seu pico próximo a US$ 0,33. O projeto também enfrenta um processo judicial do fundador da Tron, Justin Sun, uma reportagem do Wall Street Journal ligando um de seus parceiros a indivíduos sancionados pelos EUA, e um pedido da senadora Elizabeth Warren para que a SEC investigue se a WLFI enganou investidores ou violou leis de valores mobiliários relacionadas a um empréstimo de US$ 75 milhões usando o token como garantia.

As três frentes de problemas — colapso do preço do token, ação legal e escrutínio regulatório — estão se acumulando mais rápido do que o projeto consegue responder. Nenhuma declaração pública da World Liberty Financial abordou a carta da senadora ou a reportagem do Journal.