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FMI Reconhece o Tamanho do Mercado de Criptomoedas do Brasil e Pede Regulamentação Mais Rigorosa

FMI Reconhece o Tamanho do Mercado de Criptomoedas do Brasil e Pede Regulamentação Mais Rigorosa

O Fundo Monetário Internacional reconheceu esta semana a enorme escala do mercado de criptomoedas do Brasil, alertando que os fluxos transfronteiriços de criptomoedas no país agora superam as alternativas tradicionais. Em um relatório divulgado na terça-feira, o FMI pediu a implementação total de medidas antilavagem de dinheiro e combate ao financiamento do terrorismo, citando um quadro regulatório incompleto com lacunas significativas de conformidade.

Por que o FMI está prestando atenção

O Brasil emergiu como um peso-pesado global das criptomoedas, mas seu ambiente regulatório não acompanhou o ritmo. A avaliação do FMI, parte de sua revisão anual da economia brasileira, destaca o descompasso entre o tamanho do mercado e as regras que o regem. O fundo especificamente apontou que o atual quadro regulatório brasileiro deixa espaço para fluxos financeiros ilícitos, dada a facilidade de movimentar valor usando ativos digitais.

O que o FMI quer

O fundo está pressionando por uma abordagem regulatória abrangente que cubra todos os aspectos da atividade cripto, incluindo exchanges, custodiantes e plataformas de finanças descentralizadas (DeFi). O FMI enfatizou a necessidade de regras claras para stablecoins, que se tornaram cada vez mais populares no Brasil para remessas e poupança. Além disso, pediu melhor coordenação entre o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que atualmente compartilham a supervisão do setor cripto.

O estado das regras cripto no Brasil

O Brasil aprovou um marco legal para prestadores de serviços de ativos virtuais em 2023, mas a aplicação ainda é inconsistente. O relatório do FMI observa que a conformidade com as regras existentes é irregular e muitos negócios cripto operam em uma zona cinzenta. O banco central é responsável por regular as exchanges, enquanto a CVM supervisiona tokens que se qualificam como valores mobiliários. Essa divisão criou confusão e deixou lacunas, segundo o FMI.

O que vem a seguir

A declaração do FMI aumenta a pressão sobre as autoridades brasileiras para avançarem com um pacote regulatório mais completo. Legisladores vêm debatendo um projeto de lei mais amplo sobre criptomoedas, mas o progresso tem sido lento. O reconhecimento explícito do fundo sobre o tamanho do mercado — e seus riscos — pode dar aos reguladores a cobertura política necessária para aprovar regras mais rígidas. Por enquanto, a bola está no campo de Brasília. O FMI disse que continuará monitorando o progresso do Brasil e espera ver medidas concretas em direção a um marco abrangente nos próximos meses.