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França ordena que ISPs bloqueiem Polymarket enquanto reguladores europeus miram contratos de eventos

França ordena que ISPs bloqueiem Polymarket enquanto reguladores europeus miram contratos de eventos

O regulador de jogos de azar da França, ANJ, ordenou que os provedores de serviços de internet bloqueassem o acesso à plataforma de mercado de previsões Polymarket em 16 de julho de 2026. A medida segue uma ação similar do Ministério das Finanças da República Tcheca, que adicionou a Polymarket à sua 'Lista de Jogos de Internet Não Autorizados' três dias antes. Ambas fazem parte de um esforço europeu coordenado para tratar contratos baseados em eventos como opções binárias proibidas para investidores de varejo.

Ação Europeia Coordenada

A Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (ESMA) preparou o terreno em 3 de julho de 2026, emitindo uma declaração pública que lembrou aos reguladores nacionais que contratos de eventos com pagamentos binários podem se enquadrar nas proibições existentes sobre opções binárias para investidores de varejo. A declaração não nomeou nenhuma plataforma diretamente, mas deu aos reguladores na França e na República Tcheca a cobertura legal para agir. O aviso da ESMA classifica efetivamente esses contratos como instrumentos financeiros de alto risco que não devem ser vendidos a pessoas comuns.

Polymarket permite que os usuários apostem em resultados que vão desde resultados eleitorais até eventos climáticos. Os reguladores argumentam que essas apostas funcionam como opções binárias — apostas de sim ou não que expiram com um pagamento fixo. A França e a República Tcheca já proíbem a negociação de opções binárias para clientes de varejo, portanto, estender essa proibição aos mercados de previsões está alinhado com a lei existente.

Como os Bloqueios Funcionarão

Ambos os países estão mirando a porta de entrada, não a tecnologia subjacente. Os ISPs franceses provavelmente usarão bloqueio em nível de DNS e IP, um método já empregado para sites de jogos de azar e plataformas de violação de direitos autorais. Os ISPs tchecos normalmente bloqueiam por domínio e, se necessário, por faixas de IP. A janela de implementação de 15 dias para os provedores tchecos termina por volta de 28 de julho de 2026. Isso significa que os usuários nesses países ainda poderão acessar os contratos inteligentes da Polymarket diretamente por meio de interfaces descentralizadas — mas não através do site padrão.

A abordagem reflete como alguns países lidam com exchanges de criptomoedas: restringir a porta da frente, mas não tentar desligar o blockchain em si. Isso deixa a plataforma tecnicamente operacional, mas mais difícil de alcançar para o usuário comum.

Soluções Alternativas e Riscos para o Usuário

Pessoas que quiserem continuar usando a Polymarket podem mudar para provedores de DNS alternativos ou usar uma VPN. Mas essas soluções alternativas vêm com ressalvas. Usar uma VPN para contornar um bloqueio ordenado pelo governo pode violar leis locais ou os termos de serviço da plataforma. Os reguladores em ambos os países ainda não disseram se vão atrás de usuários individuais, mas a ameaça existe.

A Polymarket não comentou publicamente sobre os bloqueios. A empresa enfrentou pressão semelhante nos Estados Unidos, onde a Commodity Futures Trading Commission propôs regras para tratar contratos de eventos como jogos de azar ilegais. Essa regulamentação ainda está pendente.

Os ISPs tchecos têm até o final de julho para implementar o bloqueio. A ordem da França entra em vigor imediatamente. Se a investida coordenada se espalhar para outros países da UE — e se os usuários encontrarem maneiras de contorná-la — permanece uma pergunta em aberto.