A Copa do Mundo de 2026 da FIFA terminou com um experimento de preços que deixou poucos assentos vazios — e muito choque de preços. O torneio usou preços dinâmicos para os ingressos, com assentos para a fase final chegando a US$ 32.000. A ocupação foi de 99,7%. A combinação de preços exorbitantes e ocupação quase total renovou o argumento a favor da bilhetagem baseada em blockchain como forma de trazer transparência e justiça ao mercado secundário.
Como os preços dinâmicos funcionaram
A FIFA ajustou os preços dos ingressos em tempo real com base na demanda, um modelo mais comum em companhias aéreas e shows do que em eventos esportivos globais. O pico de US$ 32.000 ocorreu na partida final. Apesar do custo, as arquibancadas estavam cheias. O índice de ocupação de 99,7% sugere que, mesmo nesses níveis, os compradores estavam dispostos a pagar — ou que o mercado secundário estava funcionando exatamente como a FIFA pretendia.
Um argumento para a bilhetagem em blockchain
Os preços altos e os estádios lotados reforçam o argumento para a disrupção da bilhetagem baseada em blockchain. Os defensores argumentam que um livro-razão descentralizado poderia limitar os ágios de revenda, verificar a autenticidade dos ingressos e dar aos organizadores mais controle sobre o mercado secundário. Com os preços dinâmicos tradicionais, os fãs muitas vezes pagam muito acima do valor de face em sites de revenda, e o emissor original não vê nenhum desse ganho. Sistemas baseados em blockchain poderiam impor limites de preço ou redirecionar uma parte da receita de revenda para o evento.
O que vem a seguir
A FIFA não anunciou planos de adotar a bilhetagem em blockchain para torneios futuros. Mas os dados de 2026 — receita recorde, estádios lotados e um modelo de preços que ultrapassou limites — dão aos defensores um exemplo concreto para apontar. O próximo ciclo da Copa do Mundo já está em planejamento, e a tecnologia de bilhetagem estará em discussão. Se a FIFA avançará para uma solução em blockchain ou manterá os preços dinâmicos, ainda é uma questão em aberto.



