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Polícia Brasileira Desmantela Esquema de Lavagem de US$ 196 Milhões em Cocaína e Criptomoedas na Operação Commodity

Polícia Brasileira Desmantela Esquema de Lavagem de US$ 196 Milhões em Cocaína e Criptomoedas na Operação Commodity

A polícia federal brasileira desmantelou esta semana uma vasta rede de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro que enviou mais de 6,5 toneladas de cocaína para a Europa através do porto do Rio de Janeiro. Batizada de Operação Commodity, a ação visou US$ 196 milhões em ativos — incluindo criptomoedas lavadas por meio de empresas de fachada e concessionárias de carros de luxo.

Como o esquema escondia as drogas

Os traficantes embalavam a cocaína em sacos de café e cimento, depois os carregavam em navios de carga com destino a portos europeus. A escala é impressionante: 6,5 toneladas são suficientes para abastecer uma cidade de médio porte por meses. A polícia afirma que a operação foi planejada ao longo de anos, com investigadores rastreando remessas e fluxos financeiros em múltiplas jurisdições.

O rastro do dinheiro em criptomoedas

A lavagem de dinheiro foi uma peça-chave do esquema. O grupo usava empresas de fachada — algumas montadas como concessionárias de carros de luxo — para movimentar dinheiro. Mas também recorriam a criptomoedas, convertendo os lucros do tráfico em ativos digitais para escapar da supervisão bancária tradicional. O congelamento de US$ 196 milhões em ativos abrange tanto as remessas de cocaína quanto as carteiras de criptomoedas ligadas à rede.

O que vem a seguir

As autoridades brasileiras agora trabalham para desvendar toda a teia de empresas de fachada e transações com criptomoedas. O caso está em andamento, e espera-se que os promotores apresentem acusações nas próximas semanas. Por enquanto, o porto do Rio continua sendo um foco das operações antidrogas — e um lembrete de que os traficantes continuam encontrando novas maneiras de misturar contrabando antigo com novas finanças.