O analista de políticas de criptomoedas Singh argumentou esta semana que a Clarity Act — repetidamente apresentada como um ponto de virada para a política de criptomoedas dos EUA — não impulsionará a adoção a menos que os legisladores também reformem o confuso regime tributário do país para criptomoedas. A crítica surge enquanto o projeto tramita no Congresso, celebrado por alguns como um marco. Singh afirma que essa narrativa ignora uma lacuna fundamental.
Por que a Clarity Act erra o alvo
Segundo Singh, a Clarity Act foca na classificação regulatória de ativos digitais, mas ignora o tratamento tributário que mantém muitos potenciais participantes de fora. Sem regras tributárias claras e sensatas, o impacto prático da lei na adoção mainstream será limitado. O argumento de Singh contraria o hype que o projeto gerou entre apoiadores do setor.
A peça que falta: reforma tributária para criptomoedas
Singh aponta especificamente a ausência de disposições que tratem de como as transações com criptomoedas são tributadas — uma dor de cabeça persistente para investidores individuais e empresas. O atual mosaico de orientações da IRS e requisitos de declaração gera incerteza. De nada adianta clareza regulatória sobre tokens, argumenta Singh, se o código tributário continuar sendo uma barreira de entrada. Recompensas de staking, airdrops e negociações frequentes ficam em uma zona cinzenta que desestimula a adoção cotidiana.
O que vem a seguir no Capitólio
Os patrocinadores da Clarity Act a apresentaram como um marco, mas o alerta de Singh levanta uma questão para os formuladores de políticas: eles vão acompanhá-la de uma reforma tributária? Até agora, nenhum projeto complementar surgiu. Sem isso, a lei pode não cumprir sua promessa. Por enquanto, o debate continua a portas fechadas, e a crítica de Singh adiciona uma nota de cautela ao clima de celebração.




