Loading market data...

Superávit comercial da China atinge US$ 125,6 bilhões em junho enquanto crescimento do PIB fica abaixo das previsões

Superávit comercial da China atinge US$ 125,6 bilhões em junho enquanto crescimento do PIB fica abaixo das previsões

O superávit comercial mensal da China aumentou para US$ 125,6 bilhões em junho, um novo recorde, mesmo com a economia crescendo no ritmo mais lento em mais de um ano. O Produto Interno Bruto expandiu 4,3% no segundo trimestre em relação ao ano anterior, abaixo dos 5,0% do primeiro trimestre e inferior aos 4,5% esperados pelos analistas. Na base trimestral, o PIB subiu apenas 0,9%.

Exportações disparam, importações sobem mais rápido

As exportações de junho saltaram 20,8% em relação ao ano anterior, enquanto as importações cresceram ainda mais, 29,4%. No primeiro semestre, o comércio total de bens aumentou 16,9%, com as exportações subindo 13,4%. Os produtos mecânicos e elétricos lideraram, com alta de 20,1%, representando 63,5% do total das exportações de bens. As empresas privadas responderam por 57% do comércio total do país, e o comércio com os países parceiros do Cinturão e Rota cresceu 14,8%.

Demanda interna enfraquece

Os fortes números das exportações contrastam fortemente com o cenário doméstico. O investimento em ativos fixos caiu 5,7% no primeiro semestre. O investimento em infraestrutura recuou 2,4%, o investimento industrial caiu 1,2% e o investimento em desenvolvimento imobiliário despencou 18%. As vendas no varejo registraram apenas um ganho de 1,3% nos primeiros seis meses. O setor imobiliário continua pesando: a área vendida caiu 11,6%, e o valor das vendas de imóveis comerciais recém-construídos recuou 13,6%.

Setor privado sob pressão

O investimento privado, um motor-chave da atividade econômica, caiu 8,5% no primeiro semestre. Esse declínio, combinado com famílias e governos locais cautelosos, está criando um ciclo de auto-reforço de demanda interna fraca. As empresas relutam em investir quando os consumidores não estão gastando, e os consumidores estão se segurando porque estão incertos sobre o futuro.

Investimento em alta tecnologia é um ponto positivo

Nem todo investimento está encolhendo. Os gastos com indústrias de alta tecnologia subiram 1,6% no primeiro semestre, um sinal de que o impulso do governo para a manufatura avançada está ganhando alguma tração. Mas esse modesto aumento pouco faz para compensar a fraqueza mais ampla no setor imobiliário e no investimento privado.

A questão agora é se Pequim lançará mais estímulos para impulsionar o consumo e o investimento domésticos, especialmente à medida que a crise imobiliária se aprofunda.