RLUSD na sala de aula
O dinheiro não veio em Bitcoin ou XRP. A Ripple usou sua própria stablecoin atrelada ao dólar, a RLUSD. A ideia era mostrar que stablecoins podem funcionar para doações reais — sem volatilidade, sem dores de cabeça com conversão. Cada projeto financiado pela doação atende a uma necessidade específica de sala de aula: livros, materiais, equipamentos tecnológicos. As doações vão para professores em escolas com poucos recursos, encaminhadas pela plataforma sem fins lucrativos DonorsChoose, que fez parceria com a Teach For America para distribuir os fundos.
Por que a Teach For America
A parceria se insere em uma rede existente. A Teach For America coloca professores em comunidades de baixa renda. A doação da Ripple permite que esses professores evitem a rotina habitual de arrecadação de fundos. 48.108 projetos é muito — isso é aproximadamente um projeto para cada dois professores e meio na rede. O montante de US$ 25 milhões cobre tudo, desde lápis básicos até kits de laboratório de ciências. A Ripple não especificou um cronograma para o desembolso, mas os projetos estão ativos e aceitando fundos de contrapartida de outros doadores também.
Filantropia cripto, pelos números
Esta não é a primeira incursão beneficente da Ripple. A empresa já doou para escolas antes, mas US$ 25 milhões é um novo recorde. O ângulo da stablecoin é importante: evita a dor de cabeça fiscal de doar um ativo volátil. A RLUSD é transferida a US$ 1, e o destinatário recebe exatamente esse valor. Para uma organização sem fins lucrativos como a Teach For America, essa previsibilidade é um grande diferencial. Outros doadores de criptomoedas usaram stablecoins por razões semelhantes, mas a escala aqui se destaca.
Os 48.108 projetos já estão publicados. Muitos têm listas de espera de professores esperando por financiamento extra. A Ripple afirma que acompanhará o impacto e publicará os resultados ainda este ano.



