A Robinhood está cortando cerca de 290 empregos, ou aproximadamente 10% de sua força de trabalho em tempo integral, anunciou a empresa esta semana. O CEO Vlad Tenev enquadrou a demissão como uma medida proativa de uma posição de força, apontando para os volumes recordes de negociação em junho. A corretora tinha cerca de 2.900 funcionários em tempo integral em 31 de dezembro.
Um corte proativo
Tenev disse que os cortes visam manter a empresa enxuta e focada. Ele não apontou dificuldades financeiras — na verdade, a Robinhood acabou de relatar um forte primeiro trimestre. A receita líquida subiu 15% em relação ao ano anterior, para US$ 1,07 bilhão, o lucro atingiu US$ 346 milhões (US$ 0,38 por ação diluída), e o EBITDA ajustado ficou em US$ 534 milhões. Os custos operacionais, no entanto, subiram 18%, para US$ 656 milhões.
O custo dos cortes
A Robinhood espera cerca de US$ 20 milhões em indenizações e encargos de benefícios com as demissões, além de aproximadamente US$ 8 milhões em despesas de remuneração baseada em ações. Ambos impactarão os resultados do segundo trimestre. A empresa afirmou que ainda planeja contratar talentos de alto nível e investir em tecnologias de fronteira, mesmo enquanto reduz o quadro de funcionários em outras áreas.
Não está sozinha
A Robinhood se junta a uma lista crescente de empresas expostas a criptomoedas que estão reduzindo o quadro de funcionários em 2026. A Dune Analytics cortou 25% de sua força de trabalho em maio, e a Gemini reduziu o quadro em cerca de 30% no início deste ano. O momento não é ideal para um setor que já está atento a sinais sobre a economia em geral.
Espera-se que as demissões sejam concluídas no trimestre atual. A Robinhood não especificou quais equipes ou escritórios serão mais afetados, mas a ênfase da empresa em tecnologias de fronteira — provavelmente ferramentas de IA e blockchain — sugere para onde irão os novos contratados. O mercado terá uma imagem mais clara quando os resultados do segundo trimestre chegarem no final do verão.




