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Capitalização do Mercado de Criptomoedas Cai 12,6% no 2º Trimestre de 2026, Terceira Queda Trimestral Consecutiva

Capitalização do Mercado de Criptomoedas Cai 12,6% no 2º Trimestre de 2026, Terceira Queda Trimestral Consecutiva

A capitalização total do mercado de criptomoedas caiu 12,6% no segundo trimestre de 2026, para US$ 2,1 trilhões, marcando três quedas trimestrais consecutivas. A redução de US$ 304,8 bilhões levou o mercado ao nível mais baixo desde setembro de 2024, aproximadamente 52% abaixo do pico de outubro de 2025. A correção mais acentuada ocorreu em junho, impulsionada por um Federal Reserve linha-dura, tensões crescentes entre EUA e Irã e uma venda simbólica de Bitcoin pela Strategy.

Bitcoin e Ethereum têm desempenho inferior ao das ações dos EUA

O Bitcoin caiu 14,2% no 2º trimestre, enquanto o Ethereum recuou 23,4%. Ambas as principais criptomoedas ficaram atrás das ações dos EUA no mesmo período. A liquidação generalizada ganhou ritmo em junho, quando ventos macroeconômicos contrários e incertezas geopolíticas assustaram ativos de risco em geral. A terceira queda trimestral consecutiva do mercado sugere que o momentum baixista iniciado no final de 2025 não diminuiu.

Stablecoins encolhem pela primeira vez em quase três anos

O setor de stablecoins contraiu 1,6%, para US$ 305,1 bilhões, sua primeira queda trimestral desde o 3º trimestre de 2023. Esse é um sinal claro de saída de capital — os investidores estão tirando dinheiro das criptomoedas em vez de mantê-lo em stablecoins. O volume de negociação à vista nas 10 principais corretoras centralizadas também caiu 27,9%, para US$ 1,95 trilhão, e o volume de futuros perpétuos recuou 10%, para US$ 12,7 trilhões. A falta de atividade reflete um mercado que espera por um catalisador.

Mercados de previsão atingem recorde, impulsionados por esportes

Nem tudo ficou no vermelho. O volume nocional dos mercados de previsão disparou 48,7%, para US$ 113,8 bilhões no 2º trimestre, com junho sozinho estabelecendo uma máxima histórica de US$ 52,8 bilhões — 92% acima da média dos cinco meses anteriores. O pico veio de um calendário esportivo intenso: a Copa do Mundo da FIFA, as Finais da NBA e Wimbledon, todos concentrados no trimestre. A participação de mercado da Kalshi saltou para 58,9%, ante 42,4%, enquanto a Polymarket caiu para 30,2%. A Rothera — a joint venture entre Robinhood e SIG — alcançou o quarto lugar com US$ 2,1 bilhões em volume.

Colecionáveis tokenizados disparam com mecânicas gacha

O volume de colecionáveis tokenizados atingiu US$ 1,4 bilhão no 2º trimestre, alta de aproximadamente 143% em relação ao 1º trimestre. Junho contribuiu com US$ 646 milhões. O crescimento é impulsionado quase inteiramente pela Collector Crypt, cujo volume subiu 317%, de US$ 97 milhões em janeiro para US$ 406 milhões em junho, capturando uma participação de 62,8% do setor. Para contextualizar, a OpenSea registrou apenas US$ 32,7 milhões em vendas de NFTs em junho — cerca de 12 vezes menos que a Collector Crypt. Cerca de 98% do volume de colecionáveis tokenizados vem de mecânicas gacha, não de negociação secundária. O modelo está funcionando, mas é um animal muito diferente do boom especulativo de NFTs de ciclos anteriores.

O próximo grande teste para o mercado será a reunião do Fed em julho. Se as taxas permanecerem altas e as tensões com o Irã persistirem, o 3º trimestre pode se parecer muito com o 2º. Os mercados de previsão, pelo menos, terão muitos eventos para apostar.