Joe Weisenthal, da Bloomberg, argumenta que a cripto está presa no inverno mais frio de todos os tempos — e ele tem uma dúzia de motivos para respaldar essa afirmação. Em uma versão atualizada de sua tese de fevereiro de 2023, Weisenthal acrescentou dois novos fatores: o rali impulsionado pelo FOMO do mercado em IA, computação quântica e tecnologia especulativa, enquanto a cripto permanece estagnada. A capitalização de mercado total da cripto está em US$ 2,3 trilhões, mas a ação está em outro lugar.
O que há de novo em seu argumento
O argumento original de 10 pontos ainda se mantém, mas Weisenthal agora destaca uma divergência marcante. Outros ativos especulativos estão em alta. A SK Hynix subiu mais de 250% no ano até agora; a Micron, mais de 260%. Enquanto isso, a cripto não se moveu. Não é que o dinheiro tenha saído dos ativos de risco — está fluindo para ações de IA e computação quântica, não para moedas digitais.
De ligações com Epstein a ameaças quânticas
A lista original de Weisenthal inclui pontos desconfortáveis. A cripto tem ligações com Epstein, referência aos escândalos persistentes do setor. Ele aponta a computação quântica como uma ameaça real à segurança do Bitcoin — não um risco distante, mas algo que os investidores estão começando a precificar. A IA está ocupando tanto a energia elétrica (pense no consumo para mineração) quanto a parcela de atenção no mercado entre desenvolvedores e traders.
Argumentos antigos que não envelheceram bem
O argumento anterior sustentava que a cripto já não parece tão pioneira — a narrativa fácil de estar à frente da curva desapareceu. A adoção institucional, segundo Weisenthal, já ocorreu, e o ambiente regulatório nos EUA é o mais favorável possível, o que significa que não há um catalisador vindo de um governo pró-cripto. O Crypto Twitter está morto como força cultural. Até empresas puramente focadas em ativos digitais, como a Strategy, tornaram-se vendedoras — a firma vendeu 32 bitcoins recentemente, um movimento pequeno, mas simbólico.
Psicologia de mercado e rotação de capital
No centro do argumento de Weisenthal está a psicologia. O FOMO que antes impulsionava os ralis da cripto agora alimenta ações de IA e computação quântica. A ansiedade pelo dólar, que costumava levar as pessoas ao Bitcoin, não está funcionando da mesma maneira neste ciclo. O recuo da cripto persiste mesmo enquanto outros ativos de risco prosperam. A grande questão em aberto: algo tirará a cripto dessa estagnação? O próximo catalisador pode ser um corte de juros, uma mudança regulatória ou uma inovação à prova de quântica — mas, por enquanto, a previsão de inverno de Weisenthal não mostra sinais de degelo.




