Os eleitores suíços rejeitaram no domingo uma proposta para limitar a população do país a 10 milhões até 2050. O referendo, que obteve 45,21% de apoio, teria ameaçado o acesso aos mercados europeus se fosse aprovado.
A estreita derrota da proposta
\nA iniciativa não alcançou a maioria, com pouco mais de 45% dos votos a favor. A participação foi moderada. Os apoiadores argumentavam que limitar o crescimento aliviaria a pressão sobre habitação, infraestrutura e meio ambiente. Os opositores alertaram que tal limite colocaria em risco a capacidade da Suíça de negociar livremente com a União Europeia, seu maior parceiro econômico.
O que o limite teria significado
\nA proposta teria estabelecido um teto rígido para a população do país, atualmente em cerca de 8,7 milhões. Até 2050, o limite forçaria o governo a restringir a imigração e possivelmente reduzir o número de trabalhadores estrangeiros. Os acordos bilaterais da Suíça com a UE incluem disposições para a livre circulação de pessoas, e um limite unilateral poderia ter desencadeado retaliações, colocando em risco o acesso ao mercado.
Por que o resultado é importante
\nA votação é um sinal claro de que a maioria dos eleitores suíços prioriza os laços econômicos com a Europa em detrimento de controles populacionais rígidos. A UE sempre foi sensível a qualquer movimento suíço que pudesse minar os princípios do mercado único. Com a proposta derrotada, essas regras permanecem intactas — por enquanto.
A campanha expôs divisões profundas. Áreas rurais e cidades menores tenderam a apoiar o limite. Centros urbanos, onde a economia e a força de trabalho internacional estão concentrados, opuseram-se fortemente. O resultado deixa a política de imigração atual da Suíça inalterada.
O que vem a seguir
\nNenhum referendo de acompanhamento imediato está planejado. Mas a margem estreita — menos de cinco pontos percentuais — sugere que a questão não está morta. Os defensores podem voltar com uma proposta revisada, embora qualquer versão ainda enfrente o mesmo obstáculo de acesso ao mercado da UE. Por enquanto, a população da Suíça continuará a crescer sem um teto legal.




