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Investidor de Criptomoedas da Dakota do Sul Indicado em Esquema Ponzi de US$ 20 Milhões

Investidor de Criptomoedas da Dakota do Sul Indicado em Esquema Ponzi de US$ 20 Milhões

Procuradores federais indiciaram um investidor de criptomoedas da Dakota do Sul por acusações de operar um esquema de fraude de US$ 20 milhões que se baseava em uma estrutura Ponzi clássica e usava exchanges de criptomoedas para movimentar o dinheiro. A denúncia, divulgada esta semana, acusa o investidor de atrair vítimas com promessas falsas e pagar os primeiros apoiadores com dinheiro de investidores posteriores — uma marca registrada de fraudes do tipo Ponzi.

As acusações

A denúncia, apresentada em tribunal federal, acusa o investidor de fraude e lavagem de dinheiro. O governo alega que, entre 2023 e 2026, o investidor arrecadou cerca de US$ 20 milhões prometendo altos retornos de negociações de criptomoedas ou outros empreendimentos. Na realidade, grande parte do dinheiro foi usado para pagar investidores anteriores — um roteiro tão antigo quanto a própria fraude financeira, mas agora adaptado com ativos digitais.

Como o esquema funcionava

De acordo com a denúncia, o investidor fez declarações falsas para convencer as pessoas a investir. A proposta parecia ser a típica história de investimento em criptomoedas: altos retornos, baixo risco. Mas os retornos não eram reais. O investidor usava o dinheiro de novos investidores para pagar os antigos, criando a ilusão de um negócio lucrativo. Esse padrão já apareceu em dezenas de casos de criptomoedas nos últimos anos.

Lavagem de dinheiro por meio de exchanges

Os promotores afirmam que o investidor então lavou os lucros por meio de exchanges de criptomoedas. A denúncia não nomeia as exchanges, mas a prática é comum: fraudadores usam mixers, múltiplas carteiras e plataformas offshore para obscurecer o rastro. Os EUA têm intensificado a repressão contra exchanges que permitem esse tipo de atividade de forma consciente, mas o caso ressalta como as criptomoedas podem ser usadas para movimentar fundos ilícitos.

O que acontece a seguir

Espera-se que o investidor compareça ao tribunal federal nas próximas semanas para uma audiência inicial. Se condenado em todas as acusações, ele pode pegar décadas de prisão e ter seus bens confiscados. O caso é um dos vários recentes do Departamento de Justiça (DOJ) visando fraudes com criptomoedas, e serve como lembrete de que o velho esquema Ponzi ainda encontra nova vida nos cantos não regulamentados das finanças digitais.