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Meta Testa Integração de Stablecoin de Terceiros Enquanto Warren Pressiona Zuckerberg sobre Riscos

Meta Testa Integração de Stablecoin de Terceiros Enquanto Warren Pressiona Zuckerberg sobre Riscos

A Meta está realizando discretamente um teste "pequeno e focado" que pode trazer uma stablecoin de terceiros para suas plataformas, uma medida que imediatamente gerou uma carta contundente da senadora Elizabeth Warren ao CEO Mark Zuckerberg. A empresa já começou a pagar criadores selecionados na Colômbia e nas Filipinas em USDC, utilizando as blockchains Solana e Polygon, e planeja uma integração mais ampla de stablecoins no segundo semestre de 2026. A carta de Warren, enviada esta semana, alerta que o esforço corre o risco de repetir os fracassos do malfadado projeto Libra da Meta e poderia explorar uma brecha no projeto de lei de stablecoins GENIUS Act.

O teste e a implementação

A Meta confirmou que está trabalhando com um emissor de stablecoin de terceiros não identificado em um teste limitado. A empresa começou a distribuir pagamentos em USDC para criadores na Colômbia e nas Filipinas, liquidando transações nas blockchains Solana e Polygon. Esses pagamentos já estão ativos, embora a Meta não tenha revelado quantos criadores estão envolvidos nem se a integração de stablecoins eventualmente se expandirá para sua infraestrutura de pagamentos mais ampla, incluindo o MetaPay. O impulso total para stablecoins está previsto para o segundo semestre de 2026.

A carta de Warren e a sombra da Libra

A carta de Warren a Zuckerberg cita o fracassado projeto Libra da Meta — anunciado em 2019 e encerrado em 2022 — como motivo de profundo ceticismo. Ela alertou que os novos planos de stablecoin podem ameaçar a estabilidade financeira, a concorrência, a privacidade e a integridade dos pagamentos. A senadora solicitou um conjunto de detalhes até 20 de maio, incluindo: a natureza do teste, o cronograma para o lançamento no segundo semestre de 2026, qual stablecoin de terceiros foi selecionada, quaisquer mudanças nas funções da carteira do MetaPay, controles contra financiamento ilícito, salvaguardas de privacidade e se a Meta ainda não tem planos de emitir sua própria stablecoin.

Não é a primeira vez que Warren questiona a Meta sobre ambições de moeda privada. Ela e o senador Richard Blumenthal enviaram uma carta semelhante em junho de 2025, perguntando sobre esforços renovados na área. A resposta da Meta na época foi clara: não existia stablecoin emitida pela Meta e não havia planos de emitir uma. Essa resposta parece ainda valer — o teste atual usa uma stablecoin de terceiros, não uma que a Meta criaria por conta própria.

O contexto regulatório

Warren também destacou o que chamou de brecha no projeto de lei de stablecoins GENIUS Act, que atualmente tramita no Congresso. Ela argumentou que o projeto poderia permitir que grandes empresas de tecnologia como a Meta operassem com supervisão mínima, possibilitando um sistema de moeda privada fora das salvaguardas bancárias tradicionais. O escrutínio da senadora sugere que qualquer movimento da Meta em relação a stablecoins enfrentará fortes obstáculos políticos, mesmo que a empresa se limite a tokens de terceiros em vez de emitir os seus próprios.

Prazo para respostas

A Meta agora tem até 20 de maio para responder com os detalhes exigidos por Warren. A empresa não comentou publicamente a carta nem o cronograma de seus planos de stablecoin desde que a notícia do teste veio a público. Se a Meta conseguirá satisfazer um Congresso cético enquanto constrói discretamente pagamentos com criptomoedas — sem repetir o desastre da Libra — é a questão em aberto que paira sobre todo o esforço.