Dentro do esquema
O advogado corporativo licenciado Nicolo Nourafchan supostamente acessou os sistemas internos de seu escritório para obter documentos confidenciais de negócios. Ele então passou essas informações para co-conspiradores, incluindo o também advogado Robert Yadgarov. A partir daí, as dicas viajaram por uma rede de celulares descartáveis, aplicativos de mensagens criptografadas e linguagem codificada — os conspiradores se referiam a negócios pendentes como 'um rabino doente aguardando cirurgia'.
As negociações foram direcionadas para contas de corretagem no exterior na Rússia, Israel, Panamá e Suíça. Dois réus na Rússia e em Israel continuam foragidos. Outros 19 que foram presos enfrentam acusações com pena máxima de 25 anos por cada crime.
Não apenas ações
O caso ecoa uma acusação anterior de insider trading no setor de criptomoedas. O ex-gerente de produtos da Coinbase, Ishan Wahi, se declarou culpado por informar seu irmão sobre futuras listagens de tokens e foi condenado a 24 meses de prisão. Os promotores federais usaram a mesma teoria jurídica em ambos os casos — apropriação indevida de informações confidenciais, seja de um escritório de advocacia ou de uma exchange de criptomoedas.
Os reguladores deixam claro que aplicarão essa estrutura de forma igualitária entre ações e ativos digitais. O caso Wahi foi uma das primeiras grandes condenações por insider trading no setor de criptomoedas; esta nova acusação mostra que o manual é o mesmo, mesmo que a classe de ativos seja diferente.




