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PIMCO adverte que conflito com Irã pode forçar aumento das taxas do Fed, pressionando criptomoedas

PIMCO adverte que conflito com Irã pode forçar aumento das taxas do Fed, pressionando criptomoedas

Dan Ivascyn, diretor de investimentos da gigante de títulos PIMCO, alertou esta semana que o Federal Reserve (Fed) pode precisar aumentar as taxas de juros em vez de cortá-las, já que a inflação alimentada pelo conflito entre EUA e Irã mantém as pressões sobre os preços elevadas. Falando sobre o impacto do fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, Ivascyn afirmou que a interrupção agravou os desafios inflacionários e dificulta o cumprimento da meta de 2% do Fed. Cortar os custos de empréstimos agora, acrescentou, pode ser contraproducente e levar a taxas de longo prazo intermediárias mais altas. O alerta surge enquanto os dados de inflação de março mostraram os preços ao consumidor subindo 0,9% mês a mês, elevando a inflação anual para 3,3%, enquanto o índice PCE preferido do Fed atingiu 3,5% — o maior em quase três anos.

Por que as mãos do Fed estão atadas

Jenny Johnson, CEO da Franklin Templeton, ecoou a preocupação, afirmando que a inflação será difícil de conter e o Fed terá dificuldade em cortar as taxas. O banco central manteve sua taxa de referência entre 3,50% e 3,75% desde janeiro, após três cortes em 2025. Mas com o Estreito de Ormuz — um ponto de estrangulamento para cerca de 20% dos embarques globais de petróleo — ainda contestado, os preços da energia estão alimentando os bens essenciais. O argumento de Ivascyn é direto: qualquer corte agora corre o risco de desfazer o progresso que o Fed fez no ano passado.

Goldman Sachs adia o cronograma

O Goldman Sachs já moveu sua previsão para os próximos dois cortes de taxas para dezembro de 2026 e março de 2027. O banco espera que o núcleo do PCE oscile perto de 3% no restante do ano, bem acima da meta do Fed. É uma longa espera para mercados que haviam precificado um retorno a uma política mais frouxa até meados de 2026. A mensagem tanto de Wall Street quanto do mercado de títulos é clara — não espere alívio tão cedo.

O que taxas mais altas por mais tempo significam para as criptomoedas

Para ativos de risco como Bitcoin e Ethereum, um período prolongado de taxas elevadas comprime as avaliações. As altcoins tendem a sofrer o impacto das vendas quando a liquidez aperta. O Bitcoin conseguiu recuperar os US$ 80.000 no início de maio, após a administração Trump aliviar as tensões com o Irã, mas essa alta pode estagnar. O próximo grande teste é a reunião do FOMC de junho, onde uma virada hawkish do Fed provavelmente limitaria qualquer alta. O momento não é bom para os otimistas das criptomoedas que esperavam que os cortes de taxas impulsionassem uma nova alta.

A decisão do FOMC de junho chega em cerca de três semanas. Até lá, os dados de inflação e qualquer mudança na diplomacia com o Irã serão os principais impulsionadores.