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Coinbase congelou US$ 3 milhões em criptomoedas ligados a anéis de fraude do Sudeste Asiático, revelou o DOJ

Coinbase congelou US$ 3 milhões em criptomoedas ligados a anéis de fraude do Sudeste Asiático, revelou o DOJ

Um ano após o Departamento de Justiça dos EUA anunciar os resultados de sua Disruption Week, novos detalhes mostram que a Coinbase congelou mais de US$ 3 milhões em criptomoedas ligados a anéis de fraude do Sudeste Asiático. A operação, revelada em 3 de junho de 2025, reuniu agências federais, gigantes de tecnologia e forças policiais de cinco países em uma ampla repressão a golpes cibernéticos.

O alcance da Scam Center Strike Force

A Scam Center Strike Force — composta pelo FBI, Serviço Secreto e empresas privadas como Apple, Google, Meta, Microsoft, SpaceX e TRM Labs — liderou o esforço. Polícias da Tailândia, Reino Unido, Austrália, Canadá e Nova Zelândia também participaram. Juntos, interromperam mais de 1,4 milhão de contas de redes sociais e e-mail usadas para promover esquemas de investimento fraudulentos. A polícia tailandesa prendeu sete suspeitos e abriu novos casos ligados às mesmas redes.

Coinbase e o argumento do blockchain

A Coinbase congelou os US$ 3 milhões em criptomoedas como parte do esforço de repressão. Em declarações na época, a exchange argumentou que a tecnologia blockchain fornece um registro permanente e rastreável que ajuda as autoridades a seguir o dinheiro — um ponto que repetiu em outros casos de fraude. A medida destaca como as exchanges de criptomoedas estão cada vez mais cooperando com as autoridades dos EUA para interromper fluxos ilícitos.

Operação anterior e US$ 700 milhões retidos

Em abril, antes da Disruption Week, a Strike Force acusou dois cidadãos chineses de operar um esquema de fraude com criptomoedas em Mianmar. As autoridades disseram que os homens tentaram reconstruir o esquema no Camboja após ações anteriores de repressão. Naquele caso, os investigadores retiveram mais de US$ 700 milhões em criptomoedas ligadas à lavagem de dinheiro de golpes — destacando a escala do problema.

A procuradora dos EUA, Jeanine Pirro, afirmou que a fraude cibernética e de investimento em criptomoedas está devastando americanos comuns. A operação interrompeu redes que vinham alvejando vítimas há anos, mas a luta está longe de acabar.