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BlackRock vende US$ 1 bilhão em Bitcoin após sete dias de saídas de ETF

BlackRock vende US$ 1 bilhão em Bitcoin após sete dias de saídas de ETF

A BlackRock vendeu aproximadamente US$ 1 bilhão em Bitcoin esta semana, confirmou a empresa, citando o mau desempenho como motivo da movimentação. A venda ocorre após sete dias consecutivos de saídas líquidas de seu ETF de Bitcoin à vista — a sequência mais longa desde o lançamento do produto no início de 2024.

A venda

O fundo IBIT da BlackRock vem perdendo capital durante toda a semana. A empresa afirmou que decidiu reduzir suas participações em Bitcoin depois que o preço caiu abaixo de níveis-chave, embora não tenha especificado um preço-alvo. A venda representa cerca de 15.000 BTC retirados do balanço do fundo, com base nos preços médios durante o período.

O momento não é bom para os otimistas do Bitcoin. O mercado mais amplo já estava sob pressão devido à incerteza regulatória e a um clima geral de aversão ao risco nas ações.

Saídas de ETF se acumulam

A sequência de saídas de sete dias começou em 18 de maio e não diminuiu. Cada dia registrou resgates líquidos entre US$ 100 milhões e US$ 250 milhões apenas do ETF da BlackRock, enquanto concorrentes como o FBTC da Fidelity e o ARKB da Ark também tiveram saques modestos. No total, o setor perdeu quase US$ 2 bilhões em ativos neste mês.

Os investidores de ETF tendem a agir rápido quando sentem o cheiro de sangue. Uma sequência de resgates tão longa é rara para um produto que foi o queridinho de 2025. A decisão da BlackRock de vender nessa fraqueza, em vez de manter, sugere que a empresa vê pouco catalisador de curto prazo para uma recuperação.

O que significa mau desempenho

A justificativa oficial da empresa — “mau desempenho” — é vaga, mas no contexto provavelmente se refere à ação do preço do Bitcoin em relação ao seu custo médio. O preço médio de compra do IBIT está em torno de US$ 65.000, e com o BTC sendo negociado na faixa dos US$ 55.000, o fundo está no vermelho há semanas. Vender agora trava as perdas, mas pode conter novos resgates de acionistas em pânico.

É uma jogada clássica de gestora de ativos: reduzir posição, proteger o valor patrimonial líquido (NAV) e evitar ser o último a segurar o problema. Se vai funcionar, é outra questão.

A BlackRock não sinalizou novas vendas, mas a tendência de saídas será a métrica-chave a ser observada na próxima semana. Se os resgates diminuírem, a empresa pode interromper a venda. Se acelerarem, mais Bitcoin pode chegar ao mercado.

O próximo grande teste será na terça-feira, quando os dados de fluxo do ETF para a semana completa forem publicados. Esse número mostrará se a venda está contida ou se espalhando.