A capitalização realizada do Bitcoin caiu US$ 12 bilhões desde o pico de meados de maio, recuando para US$ 1,075 trilhão, com o ritmo de saída em 30 dias atingindo -1,1%. O declínio coincide com 13 dias consecutivos em que o Adjusted Spent Output Profit Ratio (aSOPR) permaneceu abaixo de 1,0 — o que significa que cada moeda movida na cadeia durante esse período foi trocada com uma perda média de 1,3%.
A saída de US$ 12 bilhões em contexto
A capitalização realizada mede a base de custo agregada de cada moeda movida pela última vez. Quando cai, sinaliza que o capital está deixando a rede — principalmente por meio de detentores de longo prazo vendendo para mãos mais fracas ou saindo totalmente. O ritmo atual de saídas não é tão severo quanto o de início de março, quando a métrica atingiu -2,4% no início de uma fase de capitulação. Mas está perto o suficiente para levantar suspeitas. A queda de preço de US$ 82.000 para US$ 63.000 entre 1º e 8 de junho se alinha perfeitamente com essa aceleração da fuga de capitais.
aSOPR preso abaixo de 1,0
Uma leitura de aSOPR abaixo de 1,0 significa que a transação média não é lucrativa. Esse é o caso há quase duas semanas — uma sequência que geralmente elimina mãos fracas, mas também pode sinalizar um sentimento baixista mais profundo se persistir. Cada dia de aSOPR abaixo de 1,0 adiciona pressão: traders vendendo com prejuízo, realizando essa perda e deprimindo ainda mais a capitalização realizada. A perda média atual por moeda movida é de 1,3%.
O que precisa mudar
De acordo com a análise de Adler, uma recuperação genuína requer duas condições. Primeiro, o aSOPR precisa voltar a ficar acima de 1,0, o que significa que as transações se tornam lucrativas em média. Segundo, as saídas de capitalização realizada precisam se estabilizar perto de zero — ou seja, o sangramento precisa parar, não apenas desacelerar. Neste momento, nenhuma das condições é atendida. Até que isso aconteça, o mercado permanece em um regime dominado por perdas, semelhante ao que desencadeou a capitulação mais profunda de março.




