Os ETFs de Bitcoin registraram saídas líquidas de US$ 2,30 bilhões em maio, o maior resgate mensal de 2026, segundo dados. A pressão de venda não correspondeu aos números: o Bitcoin caiu apenas 3,69% no período, em comparação com uma queda de 14,8% em fevereiro, com apenas US$ 206 milhões em saídas líquidas. A US$ 73.469, o preço se mantém próximo ao nível em que começou o mês, levantando questões sobre se os fluxos de ETFs ainda impulsionam movimentos de curto prazo ou se outras forças estão absorvendo a oferta.
Desconexão entre saídas e preço
O resgate líquido de US$ 206 milhões em fevereiro veio acompanhado de uma queda brutal de 14,8%. A saída de maio foi cerca de dez vezes maior, mas o dano ao preço foi uma fração disso. Abril e março registraram entradas líquidas de US$ 1,97 bilhão e US$ 1,32 bilhão, respectivamente, então a reversão é acentuada. A entrada líquida acumulada caiu para US$ 55,79 bilhões, ante US$ 58,09 bilhões em abril — um declínio de 4%.
O momento é estranho. O Bitcoin tem se movido dentro de um canal ascendente no gráfico de três dias desde 6 de fevereiro, após uma queda acentuada de 38,63% da máxima de 13 de janeiro. Esse canal ainda está intacto, mas o preço perdeu tanto a média móvel exponencial de 20 períodos quanto a de 50 períodos. A EMA de 100 períodos está se aproximando da EMA de 200 períodos, configurando um possível cruzamento de baixa.
Baleias e hodlers reduzindo posições
O número de baleias de Bitcoin com pelo menos 1.000 BTC atingiu o pico de 1.285 entidades em 22 de maio, depois caiu para 1.279 em 28 de maio. Isso representa pelo menos 6.000 BTC distribuídos, no valor de aproximadamente US$ 440 milhões. A Mudança na Posição Líquida de Hodlers — uma medida de acumulação de detentores de longo prazo — atingiu 42.301 BTC em 24 de maio, depois caiu 7,69% para 39.049 BTC em 28 de maio. Ambas as métricas sugerem que os maiores detentores estão reduzindo, mesmo enquanto o mercado mais amplo absorve as vendas de ETFs com relativa calma.
Nível chave a observar: US$ 73.869
O analista Benjamin Cowen atribui uma probabilidade a uma nova mínima em 2026, com outubro como seu cenário base. Por enquanto, o Bitcoin precisa recuperar US$ 73.869 — o nível de retração de Fibonacci de 0,236 — em um fechamento de três dias para neutralizar a configuração de baixa. A falha expõe níveis mais baixos: US$ 70.342, US$ 68.348, US$ 63.886 e US$ 59.424.
Junho historicamente oferece algum alívio: o retorno mediano de junho é de +2,58%, e apenas cinco junhos nos últimos doze anos foram negativos. Se o padrão se mantiver, o Bitcoin pode ter uma trégua. Mas os danos técnicos e a distribuição de baleias sugerem que o mercado ainda não está fora de perigo.



