A Better Home & Finance e a Coinbase fecharam esta semana a primeira hipoteca nos EUA apoiada pela Fannie Mae usando Bitcoin como entrada. O negócio marca a primeira vez que ativos digitais são utilizados em um produto habitacional com respaldo federal desde a diretriz da Agência Federal de Financiamento Habitacional (FHFA) de junho de 2025. O foco são mutuários que se qualificam pelo crédito, mas não têm dinheiro tradicional para a entrada.
Como Funciona o Sistema de Dois Empréstimos
A estrutura combina uma hipoteca padrão garantida pela Fannie Mae com um empréstimo privado lastreado em criptomoeda. Os mutuários pagam uma única parcela mensal que cobre ambos. O Bitcoin ou USDC garante apenas a parte da entrada. A Coinbase Prime detém os ativos cripto prometidos, sem chamadas de margem. A garantia permanece segura a menos que os pagamentos atrasem por 60 dias ou mais.
Regras Estritas de Garantia
O Bitcoin exige cobertura de 250% do valor do empréstimo da entrada. O USDC precisa de apenas 125%, por ser uma stablecoin. A Agência Federal de Financiamento Habitacional definiu esses limites quando autorizou ativos digitais no mercado hipotecário de US$ 18,5 trilhões no ano passado. Essa diretriz tornou o produto viável sem nova legislação.
Por Que Este Momento é Importante
Quarenta e um por cento dos clientes pré-aprovados da Better se qualificam por renda e crédito, mas não conseguem juntar entradas tradicionais. A idade média do comprador de primeira moradia agora é de 40 anos — contra 32 de uma década atrás. Muitos possuem ativos cripto, mas não poupança em dinheiro. Este produto preenche essa lacuna.
Impacto Imediato para os Clientes
Os primeiros adotantes evitam esvaziar contas de poupança para dar entrada. Eles mantêm suas criptomoedas enquanto compram imóveis. A Better relata forte interesse de sua base pré-aprovada. A credora não divulgou volume exato, mas confirmou que múltiplas solicitações estão em andamento.
Quantos mutuários optarão por empréstimos lastreados em cripto em vez de poupança tradicional é agora a questão em aberto, com 41% dos clientes qualificados da Better sem dinheiro disponível.




