Como as autoridades contataram vítimas antes que transferissem
Os investigadores realizaram mais de 145 intervenções direcionadas — por telefone ou pessoalmente — para alertar potenciais vítimas antes que enviassem mais fundos. As exchanges forneceram informações de clientes que permitiram à polícia identificar pessoas que já haviam feito transferências suspeitas. A Força Policial de Cingapura divulgou os resultados em 2 de junho.
A configuração é simples: quando uma exchange sinaliza uma carteira suspeita, a Chainalysis ou TRM Labs rastreia o movimento. Se o rastro aponta para uma conta baseada em Cingapura, a polícia obtém os dados do cliente e faz contato. O objetivo é interromper o golpe antes que mais dinheiro saia.
Ampliação da repressão ganha forma
As operações antigolpe estão inseridas em uma repressão mais ampla a crimes relacionados a criptomoedas. Em maio, Cingapura anunciou uma unidade dedicada do Comando Cibernético, com início das operações em julho. Ela cuidará de investigações de crimes cibernéticos e rastreamento de crimes relacionados a criptomoedas.
Separadamente, promotores acusaram Zhu Juntao, ex-CEO da credora de criptomoedas falida Hodlnaut, de supostas divulgações falsas relacionadas ao colapso do ecossistema Terra em 2022. O caso não está diretamente ligado às operações antigolpe, mas reforça a mensagem de que Cingapura está atacando tanto golpes de rua quanto má conduta de executivos.
O momento não é bom para golpistas — a unidade do Comando Cibernético começa no próximo mês, e as exchanges já estão acostumadas a fornecer dados rapidamente. Se o ritmo das intervenções conseguirá acompanhar novas táticas de golpe é uma questão em aberto. Por enquanto, a polícia tem um manual




